terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gran Piemonte: um aperitivo antes do Lombardia

Gilbert, vencedor da edição do ano passado (Divulgação)
Acontece nesta quinta-feira a volta do Gran Piemonte, ou Giro del Piemonte, prova clássica italiana que antecede o Giro di Lombardia, última clássica do calendário do ProTour, que acontece neste sábado. Em sua 98ª edição, o Gran Piemonte deu início a histórias de grande sucesso no ciclismo mundial.

Foi no Gran Piemonte que Fausto Coppi, um dos maiores ciclistas da história, se apresentou para o mundo. Em 4 de junho de 1939, conta a história, Coppi, de apenas 20 anos, liderava a prova em uma subida no vilarejo de Moriondo Torinese, à frente de Gino Bartali, outra lenda do ciclismo italiano e mundial. Porém, mais adiante, a corrente da bicicleta de Coppi se soltou e, enquanto ele parou para consertá-la, foi passado por Bartali e Cesare Del Cancia. No ano seguinte, o jovem Coppi venceria o primeiro de seus cinco Gior d'Italia.

Altimetria da prova
As últimas duas edições do Gran Piemonte foram as prévias do Lombardia, com o vencedor da primeira sendo, também, o vencedor da segunda. Foi o belga Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto), vencedor em 2009 e 2010. Considerado o "Rei das Clássicas", Gilbert chega como amplo favorito para o tricampeonato, tanto em Piemonte, quanto na Lombardia. Se vencer, Gilbert iguala Giovanni Gerbi, único tricampeão da prova, que venceu as três primeiras edições, entre 1906 e 1908.

Quem pode incomodar Gilbert é outro jovem ciclista que, assim como Gilbert, vem tendo muito destaque na temporada: Mark Cavendish, o novo campeão mundial. O britânico vem batendo recordes atrás de recordes em 2011, incluindo vitórias como a Camisa Verde do Tour de France e o Campeonato Mundial na Dinamarca.

Porém, a altimetria da prova favorece Gilbert. Apesar da altimetria não apresentar subidas tão duras e, nos últimos dez quilômetros, ser plana em quase sua totalidade, os dois quilômetros finais apresentam um pequeno aclive de 400 metros de comprimento, com com ponto de inclinação máxima de 8%. O aclive termina a 900 metros da chegada, com uma descida. Ou seja, quem vencer primeiro esta subida, deverá ser o vencedor da prova.

Últimos dez quilômetros
Outros grandes nomes que correrão a prova serão Samuel Sanchez, Alessandro Ballan, Giovanni Visconti, Joaquin Rodriguez, Filippo Pozzato e Daniele Bennati.

O percurso terá 199 quilômetros, entre as cidades de Piasco e de Novi Ligure, passando pelas cidades de Villafalletto, de Fossano, de Dogliani, de Monforte d'Alba, de Alba, de Acqui Terme, de Gavi e de Serravalle Scrivia. A volta parte por volta das 5h da manhã no horário brasileiro e termina por volta das10h da manhã.
Percurso da prova

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Morre em São Paulo um dos maiores nomes do ciclismo brasileiro

Argenton em palestra recente (Divulgação)

Reproduzida do site "CiclismoBR".

Faleceu nessa segunda-feira (03), no início da noite, por volta das 18:10h, em Araraquara-SP, um dos maiores ícones do esporte brasileiro, o ex-ciclista Anésio Argenton aos 80 anos de idade. Em decorrência de complicações pós-cirúrgicas após a retirada de um tumor intestinal, doença que já o havia acometido a oito anos atrás. Anésio Argenton estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital São Paulo desde a última quinta-feira, onde seu estado clínico veio a agravar-se no final de semana, levando-o a falecer. Argenton deixa esposa e duas filhas. Seu corpo está sendo velado no Velório Municipal, e seu sepultamento ocorrerá nessa terça-feira (04) as 15:00h no cemitério São Bento, junto ao Velório Municipal, localizado na Rua Humaitá (rua Nove), atrás da faculdade de odontologia da UNESP em Araraquara.

Considerado uma das lendas do esporte brasileiro, com uma carreira brilhante, Anésio Argenton foi um dos maiores ciclistas da história da modalidade e do Brasil, para provas de Pista (velódromo), tendo sido o único medalhista de Ouro em Jogos Panamericanos, em Chicago-1959, e o melhor resultado do ciclismo brasileiro na história das Olimpíadas, 5º colocado em Roma-1960, na Prova de Velocidade Individual e 7º na Prova do Km contra o relógio. Venceu todos os Jogos Abertos que disputou, de 1949 a 1956, foi tetracampeão brasileiro de velocidade (1952, 54, 55 e 58), tricampeão Sulamericano do Km contra o relógio e velocidade (1954, 56 e 59 - vice em 1952). Participou ainda das Olimpíadas de Melbourne na Austrália em 1956, com a 7ª colocação na prova de velocidade.

O ex-ciclista, que residia na cidade de Araraquara desde os 5 anos de idade, foi considerado pela revista Época por ocasião de uma matéria sobre as Olimpíadas de Atlanta em 1996, um dos 100 maiores atletas do século XX, tendo inclusive vencido o recordista mundial da prova do Km contra o relógio de 1959, o venezuelano Antonio Demichelli, no campeonato Sulamericano de 1959, em Caracas. Já nos últimos anos de carreira, ainda obteve a medalha de bronze nos Jogos Panamericanos de São Paulo, em 1963, sempre tendo que superar todas as dificuldades e condições de sua época, sendo considerado por todos os especialistas como uma das lendas do esporte e do ciclismo brasileiro. Foi laureado pelo Comitê Olímpico Brasileiro no ano de 2001 na Escola Naval do Rio de Janeiro, no “Prêmio Brasil Olímpico”, onde parte dos maiores atletas brasileiros (vivos na ocasião) de todas as modalidades na história das Olimpíadas foram homenageados.

Argenton em competição olímpica (Divulgação)
Anésio Argenton foi o modelo de inspiração para o emblema que a empresa Caloi (cuja equipe de ciclismo representou por quase dez anos) utilizou durante as décadas de 60 a 90, na frente de suas bicicletas, onde um ciclista saía da letra "L" com as mãos apoiadas no guidão, essa logomarca foi inspirada em uma foto de Argenton pedalando no extinto velódromo do Ibirapuera, na década de 1950, quando ainda representava a Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara. Desde o ano de 1998, ano em que recebeu o título de "Cidadão Araraquarense", Argenton recebe uma competição em sua homenagem, a Prova Ciclística "22 de Agosto - Troféu Anésio Argenton", realizada em Araraquara no mês de Agosto e válida para o ranking brasileiro de ciclismo, sendo Lei Municipal na cidade, e válida como uma das etapas da Copa São Paulo de Ciclismo, do diretor araraquarense, ex-ciclista e preparador físico Alessandro Giannini, também responsável por todo o resgate histórico da carreira de Argenton, o qual conheceu ainda na adolescência, sendo sua referência.

Anésio Argenton tornou-se um ícone do esporte nacional e mundial, por sua carreira memorável marcada de fatos intrigantes e da extrema dificuldade de sua época. Em seus feitos internacionais, a qualidade, tecnologia empregada, o peso das bicicletas para velódromo dos demais adversários de outros países eram incomparavelmente melhores do que as que ele utilizava; sem técnico, sem preparador físico, sem massagista, sem auxiliar, etc. Por tudo isso e pela sua história fascinante, por ter levado o nome da cidade de Araraquara com o êxito de seus feitos esportivos nos principais eventos esportivos do mundo, Argenton ocupa um lugar de destaque no hall das grandes personalidades do município, como Ruth Cardoso, Ernesto Lia e Mestre Jorge, Careca, Luís Antônio e Zé Celso Martinez Correa e Inácio de Loyola Brandão. Os feitos de Argenton no esporte foram memoráveis e dificilmente serão superados, tornando as suas conquistas ainda mais admiráveis.

Um dia antes de ser internado para a retirada do tumor intestinal, no dia 16 de Setembro, a equipe da produtora 7 Filmes/ GaroaFina Produções, de São Paulo, veio à cidade de Araraquara, juntamente com Alessandro Giannini, para fazer as primeiras filmagens e entrevista com Argenton, para o Filme/Documentário que está sendo produzindo sobre sua vida e sua carreira. Os produtores estão aguardando a inclusão em um projeto, com o patrocínio da Petrobrás, sobre "Memórias do Esporte Brasileiro", cujas produtoras procuram os maiores ícones do esporte nacional do passado para fazerem um filme. Independente desse projeto, a produtora viabilizará o filme por condições próprias, sendo que a história de Argenton foi a que mais chamou a atenção dos produtores.

Em nome de todo esporte e do ciclismo brasileiro, os mais sinceros sentimentos e condolências à sua família, parentes, amigos e admiradores, todo conforto e consolo pela perda do nosso grandioso Anésio Argenton.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Imagem - Seleção brasileira no Mundial

O blog do amigo Bruno Vicari, o "Pedaladas", trouxe uma imagem dos três atletas brasileiros que disputaram o Mundial de Estrada no dia de ontem (25). A imagem foi enviada pelo integrante Otávio Bulgarelli, corredor da equipe italiana Farnese Vini. Em ordem, Bulgarelli, Rafael Andriato (Petroli Firenze) e Gregory Panizo (DataRo).


domingo, 25 de setembro de 2011

Cavendish, com um sprint espetacular, é o novo campeão mundial

Cavendish foi o segundo britânico a vencer o título mundial na história (© Bettini)

Após 46 anos a Grã-Bretanha tem um campeão mundial de ciclismo de estrada. E não poderia ser ninguém além daquele que vem batendo todos os recordes de vitórias em sprints: Mark Cavendish. Se alguém poderia dizer que faltava algo para chamar Cavendish de o melhor sprinter do planeta, agora não falta mais.

"Eu tinha que vencer, não poderia ser um resultado diferente depois do trabalho que meus companheiros tiveram hoje", disse Cavendish. "Tínhamos oito caras e oito dos melhores do mundo. É incrível, nós dominamos a corrida do início ao fim e vencemos. Não consigo acreditar", falou o vencedor, aos prantos.

A vitória de Cavendish se mostrou improvável na reta final, quando o pelotão se encontrava compactado. À sua frente estavam vários australianos, alemães e noruegueses, com Cavendish escondido atrás deles. Mas o britânico lutou para encontrar as lacunas e conseguiu chegar à dianteira do pelotão.

Seu sprint começou quando restavam 150 metros para a linha de chegada. Como de costume, sua força de sprint lhe possibilitou abrir uma distância dos adversários em um primeiro momento, mas seu companheiro de equipe, o australiano Matthew Goss, conseguiu alcançá-lo.

A briga foi forte, com o alemão André Greipel, ex-companheiro de equipe de Cavendish, e o suíço Fabian Cancellara também disputando a vitória. Mas Cavendish conseguiu bater Goss por uma roda e levar para casa a camisa de arco-íris. Greipel ficou com a medalha de bronze, precisando do photo finish para mostrar que ficou à frente de Cancellara.
(© Bettini)
O ouro de Cavendish também deu a vitória para seu país no quadro de medalhas da competição. Ao todo, a Grã-Bretanha teve seis medalhas, duas de ouro, duas de prata e duas de bronze. A Austrália ficou em segundo lugar, com duas de ouro, uma de prata e duas de bronze, enquanto a França, que era líder até ontem, ficou em terceiro, com duas de ouro, uma de prata e duas de bronze. 

Resultados

1 - Mark Cavendish (Grã-Bretanha) 5:40:27
2 - Matthew Harley Goss (Austrália)
3 - André Greipel (Alemanha)
4 - Fabian Cancellara (Suíça)
5 - Jurgen Roelandts (Bélgica)
6 - Romain Feillu (França)
7 - Borut Bozic (Eslovênia)
8 - Edvald Boasson Hagen (Noruega)
9 - Oscar Freire (Espanha)
10 - Tyler Farrar (EUA)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Franceses fazem dobradinha no sub-23 e brasileiros fazem bonito

 Demmare, ao centro, é o novo campeão mundial sub-23 (www.copenhagen2011.dk)

O Campeonato Mundial de Estrada teve continuidade hoje (23), com a realização das provas de sub-23 masculino e júnior feminino. Na prova masculina, os franceses Arnaud Demare (ouro) e Adrien Petit (prata) fizeram uma dobradinha e garantiram as duas primeiras medalhas de seu país na competição. Os dois brasileiros na prova apareceram muito bem.

Alexandre Manarelli (Generalli-Ballan) e Gideoni Monteiro (Team Brilla) foram os representantes tupiniquins. Manarelli, ao lado do italiano Gianluca Leonardi, liderou a fuga (foto, www.copenhagen2011.dk), que chegou a abrir quatro minutos em relação ao pelotão, mas foi neutralizada quando ainda restavam cerca de três voltas no circuito.

Ao fim, com a chegada no sprint, Monteiro conseguiu a 32ª colocação, enquanto Manarelli cruzou a linha de chegada na 78ª posição, entre os 138 ciclistas que terminaram o percurso - houve 17 abandonos.

Com a velocidade aumentando a partir da marca de 20 quilômetros para o fim, atletas da Austrália, Grâ-Bretanha, Alemanha e França começavam a tomar a frente do pelotão. Na chegada em subida, os dois franceses se sobressaíram em relação aos concorrentes e garantiram a dobradinha (foto abaixo, www.copenhagen2011.dk).

Na prova feminina, quem levou o ouro foi a britânica Lucy Garner, seguida pela belga Jessy Druynts e pela dinamarquesa Christina Siggaard, que completaram o pódio.

Agora, o quadro de medalhas mostra a Austrália ainda liderando, com dois ouros, e a Alemanha em segundo, também com dois ouros. O ouro de Lucy Garner hoje colocou a Grã-Bretanha na terceira colocação geral, com um ouro, duas pratas e dois bronzes. A Dinamarca, dona da casa, vem na seqüência, com uma medalha de cada.

Amanhã acontecem as provas de estrada júnior masculino e elite feminino. Nesta, novamente haverá participação brasileira, com três brasileiras na disputa do título mundial feminino. São elas Flavia Oliveira (Vaiano Solaristech), Luciene Ferreira (Funvic-Pindamonhangaba) e Márcia Fernandes (São Jose dos Campos). A prova terá início às 8h30 da manhã, horário de Brasília.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vinokourov cancela aposentadoria e correrá na temporada 2012

(AFP)

Após sofrer grave acidente na nona etapa do Tour de France deste ano e ter anunciado a aposentadoria do ciclismo profissional, o cazaque Alexandre Vinokourov (Astana) voltou atrás e anunciou hoje (22) que voltou aos treinos e pretende correr na temporada 2012.

No acidente que sofreu na França, Vinokourov fraturou o fêmur, tendo que passar por cirurgia para reparação. Antes da atual temporada, o atleta, de 38 anos, já havia anunciado que se aposentaria ao fim deste ano. O acidente antecipou, em um primeiro momento, essa aposentadoria.

"Se eu quiser continuar a correr, será, ainda, com a equipe Astana", afirmou Vino. "Nestas duas últimas temporadas eu obtive bons resultados e eu quero contribuir com meu time. Não posso abandonar meu time sem mais nem menos, tenho que ficar, também, pelo meu país", explicou o atleta, se referindo à equipe de seu país.
Vino em ação no Tour deste ano (© Sirotti)

Profissional desde 1998, Vinokourov venceu duas vezes a clássica francesa de Liege-Bastogne-Liege e terminou em terceiro lugar no Tour de France de 2003. Em 2000, nos Jogos Olímpicos de Sidney, ele foi o medalha de prata na prova de ciclismo de estrada.

Em 2007 ele foi pego no exame antidoping, durante o Tour de France daquele ano. Ele foi expulso da competição e foi suspenso por dois anos.

Para esta temporada, Vinokourov já planeja correr a última prova do WorldTour da UCI: o Giro di Lombardia, na Itália, no dia 15 de outubro. "Já voltei aos treinamentos e estarei no time que disputará o Giro di Lombardia. Daí estarei pronto para começar a nova temporada", disse Vino.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Grande favorito, Martin bate recorde e vence CR masculino

Martin confirma ótima temporada e vence com facilidade (http://www.copenhagen2011.dk/)
O alemão Tony Martin venceu hoje o contrarrelógio masculino elite no Campeonato Mundial e sagrou-se, pela primeira vez na carreira, campeão máximo da categoria. Ele havia conseguido o bronze em duas outras oportunidades, 2009 e 2010, e nesta temporada havia vencido os contrarrelógios do Tour de France e da Vuelta a España. A vitória veio com grande facilidade, com mais de um minuto para o segundo colocado, e um novo recorde de velocidade.

O percurso de 46,4 quilômetros foi concluído pelo atleta da HTC-Highroad em 53:43 minutos, uma velocidade média de 51,8 km/h, sendo o maior da história dos campeonatos mundiais de CR. O recorde anterior pertencia ao suíço Fabian Cancellara, terceiro colocado hoje e tetra campeão mundial. Em 2009, ele estabeleceu a marca de 51,6 km/h, no mundial da Suíça.

Cancellara, um dos nomes de maior destaque em contrarrelógios na história, não conseguiu mais que o terceiro lugar, confirmando a má fase que viveu nesta temporada. Com 1:20 minuto de atraso para Martin, o suíço protagonizou erros infantis em curvas do circuito, chegando a colidir com a cerca de proteção da pista. O britânico Bradley Wiggins se recuperou, após ter ido mal nas duas primeiras voltas no circuito, e conseguiu bater Cancellara na briga pela prata.

"Tony mereceu vencer mais do que qualquer um", afirmou Cancellara. "Eu me senti bem no começo, mas não encontrei o ritmo. Na Vuelta e nos meus treinamentos, eu tinha me sentido muito bem, mas hoje foi um novo dia e o resultado não veio", completou.
Absoluto, Martin bateu recorde de velocidade (http://www.uci.ch/)

Desde a criação da prova, em 1994, Martin é o terceiro alemão a conseguir a vitória. Os outros foram Jan Ullrich, em 1999 e 2001, e Bert Grabsh, em 2008. A vitória também colocou a Alemanha na vice-liderança do quadro de medalhas em Copenhague, com duas de ouro e uma de bronze. A líder ainda é a Austrália, com duas de ouro e duas de bronze.

"Foi muito importante para mim chegar na corrida e conseguir encontrar um bom ritmo", disse Martin. "Hoje eu estava com as pernas boas, a velocidade foi bem alta e tudo foi perfeito. Acho que encontrei o modo perfeito de se preparar para um contrarrelógio de um dia, correndo a Vuelta. Acho que vou me preparar dessa forma para os próximos Mundiais", falou o campeão.

Amanhã, 22, dia de folga para os competidores. Na sexta-feira, acontecem as disputas pelos títulos mundiais júnior feminino e sub-23 masculino. No sábado, as categorias júnior masculino e feminino elite serão contempladas, enquanto a prova masculina elite acontece no domingo, encerrando o Campeonato Mundial e definindo todos os donos das camisas de arco-íris pelos próximos 12 meses.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Judith Arndt é campeã mundial de CR em Copenhague

Arndt vence o primeiro ouro alemão no Mundial (http://www.copenhagen2011.dk)

No segundo dia de provas no Campeonato Mundial de Estrada, realizado em Copenhague, na Dinamarca, a veterana alemã Judith Arndt (T-Mobile Women) venceu o contrarrelógio feminino elite e é a nova campeã mundial da categoria.

Em um percurso de 27,8 km nas ruas da capital dinamarquesa, a alemã teve o tempo de 37:07.38 minutos, com uma média horária de 44,9 km/h. A medalha de prata, a neozelandesa Linda Willumsen , chegou 21.73 segundos atrás de Arndt, seguida da britânica Emma Pooley (Garmin-Cervélo), 2.4 segundos atrás, completando o pódio.

"Corri atrás desta medalha por muitos anos", falou Arndt. "Venci minha primeira medalha em contrarrelógio em 1997 e desde então eu venho tentando vencer o ouro. Não sei explicar o quanto essa medalha é importante para mim", afirmou a alemã.

Ela também explicou que teve dificuldades em certos momentos da prova, pela falta do rádio de comunicação, regra recentemente imposta pela UCI em suas provas. "Eu não tinha o radio, então não tinha nem idéia do meu tempo. Apenas procurei ter cautela com as curvas na primeira volta, por causa da chuva, mas na segunda volta eu pude ir bem", disse.

Após dois dias de provas, a Austrália lidera o quadro de medalhas, com duas de ouro e duas de bronze. As duas vitórias aconteceram ontem, nos contrarrelógios masculino sub-23 e feminino júnior. Com um ouro e uma prata, a Dinamarca é a vice-líder. O país-sede levou o ouro hoje, com a vitória de Mads Schmidt no contrarrelógio masculino júnior. A vitória de Arndt dá a terceira colocação para a Alemanha, com um ouro e um bronze.

A terceiro dia de provas é amanhã, com apenas uma prova. É o contrarrelógio masculino elite e a disputa promete ser acirrada entre os dois principais nomes no cenário mundial da categoria: Fabian Cancellara (Suíça) e Tony Martin (Alemanha). O blog Maglia Rosa traz uma ótima análise do momento vivido pelos dois favoritos nesta temporada, que coloca o alemão como franco favorito. Clique aqui e confira.

A prova começa às 12h30 do horário dinamarquês, 7h30 da manhã no horário de Brasília. O Maglia Rosa também providencia links de transmissão online de todas as provas realizadas em Copenhague, aos que se interessarem.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vuelta a España - Lista dos pré-inscritos



Terá início neste sábado, 20, a última grande volta da temporada: a Vuelta a España. A disputa contará com uma boa briga entre alguns ciclistas, mesmo que muitos dos principais nomes do cenário mundial tenham abdicado de correr a prova.

Como no ano passado, a largada será em um contrarrelógio por equipes, disputado à noite. Com um percurso de 13,5 quilômetros em Benidorm, no sudeste do país, a etapa começará a partir das 17h02 do horário local. O contrarrelógio individual acontece na décima etapa, no dia 29, em Salamanca, no noroeste do país. Ao todo, serão dez etapas de montanha.

Dentre os participantes, destaque para o atual campeão, o italiano Vincenzo Nibali (Liquigas-Cannondale). Ele abdicou de correr o Tour de France, para correr o Giro d'Italia - onde foi o terceiro colocado - e para defender seu título na Espanha.

Um compatriota de Nibali poderá lhe dar trabalho. No Giro, Michele Scarponi (Lampre-ISD) foi o segundo colocado, à frente de Nibali. Os dois itálicos podem travar, novamente, um bom duelo particular - particular, pois eles brigaram, apenas, pelo segundo lugar do Giro, que foi vencido facilmente por Alberto Contador.

Outros dois nomes de grande destaque na briga serão os dois protagonistas da equipe Geox-TMC: Carlos Sastre, campeão do Tour em 2008, e Denis Menchov, bicampeão da Vuelta. A equipe espanhola não recebeu o convite para participar do Tour deste ano, trazendo todo o foco para a Vuelta. Os dois veteranos certamente aparecerão bem na disputa.

A "derrota" em solo francês parece ter desmotivado o supercampeão Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard). No início do ano, o discurso após a anulação de sua suspensão por doping era de vencer as três grandes voltas do ano. Ele começou bem, vencendo com soberania o Giro. Porém, muitos contratempos o atrapalharam no Tour, fazendo-o terminar em quinto lugar e declarando que, por causa desse resultado, "nunca mais correria o Giro". Ele também desistiu de participar da Vuelta.

Para nós, brasileiros, porém, o maior destaque da prova será o nosso campeão brasileiro Murilo Fischer (Garmin-Cervélo), que também disputou o Giro e não disputou o Tour. Ele chega com a fortíssima equipe da Garmin, onde será gregário de Thor Hushovd, um dos destaques do Tour. O time estadunidense ainda traz Tyler Farrar e Christophe Le Mevel, que teve boa participação no Giro. Na Itália, Fischer esteve muito próximo de vencer uma etapa no sprint, quando foi fechado por um embalador da Movistar. Foi em solo espanhol que Fischer obteve sua única vitória na temporada, na Volta de Mallorca, em fevereiro, mas será difícil repeti-lo, uma vez que deverá ser o embalador de Farrar nos sprints.

Sprints que prometem ser disputados, uma vez que Mark Cavendish e a HTC-Highroad se farão presentes. Após anunciar que o fim do time após esta temporada, é de se imaginar que eles procurarão fazer outro belo trabalho, como fizeram no Tour, levando Cavendish à vitória da camisa verde.

Lista dos participantes

AG2R LA MONDIALE

Titulares:
ROCHE Nicolas
BONNAFOND Guillaume
CHAMPION Dimitri
DESSEL Cyril
HOUANARD Steve
LE LAY David
MONDORY Lloyd
MONTAGUTI Matteo
PERGET Mathieu

Suplentes :
GODDAERT Kristof
LEMARCHAND Romain
LOUBET Julien
RAVARD Anthony
RIBLON Christophe


ANDALUCÍA CAJA GRANADA

Titulares:
BERNABEU ARMENGOL Vicente David
BENITEZ ROMAN Jose Alberto
CABELLO BAENA Antonio
LOBATO DEL VALLE Juan José
PALOMARES VILLAPLANA Adrian
PIEDRA PEREZ Antonio
RAMIREZ ABEJA Javier
ROLDAN CARMONA Jose Luis
ROSENDO PRADO Jesus

Suplentes:
CARRASCO GARCIA Sergio
ESTRADA RUIZ Juan Javier
LECHUGA RODRIGUEZ Pablo
RUIZ PINTO Eloy
TORIBIO ALCOLEA José Vicente


BMC RACING TEAM

Titulares:
BURGHARDT Marcus
FRANK Mathias
KOHLER Martin
PHINNEY Taylor
QUINZIATO Manuel
SANTAMBROGIO Mauro
SANTAROMITA Ivan
TSCHOPP Johann
VAN AVERMAET Greg

Suplentes:
EIJSSEN Yannick
KROON Karsten
MOINARD Amaël
MORABITO Steve


COFIDIS

Titulares:
BAGOT Yohan
EDET Nicolas
MATE MARDONES Luis Angel
MONCOUTIE David
MONIER Damien
SARAMOTINS Aleksejs
SIJMENS Nico
TAARAMAE Rein
VOGONDY Nicolas

Suplentes:
FOUCHARD Julián
LABBE Arnaud


EUSKATEL

Titulares:
ANTON HERNANDEZ Igor
ISASI FLORES Inaki
MARTINEZ DE ESTEBAN Egoi
NIEVE ITURALDE Mikel
OROZ UGALDE Juan Jose
PEREZ LEZAUN Alan
TXURRUKA Amets
VELASCO MURILLO Ivan
VERDUGO MARCOTEGUI Gorka

Suplentes:
AZANZA SOTO Jorge
CAZAUX Pierre
FERNANDEZ Koldo
LANDA MEANA Mikel
URTASUN PEREZ Pablo


GEOX

Titulares:
COBO ACEBO Juan Jose
BLANCO RODRIGUEZ David
DE LA FUENTE RASILLA David
DUARTE AREVALO Fabio Andres
DURÁN AROCA Arkaitz
FLORENCIO CABRE Xavier
MENCHOV Denis
SASTRE CANDIL Carlos
VALLS FERRI Rafael

Suplentes:
ARDILA CANO Mauricio
BRANDLE Matthias
CHEULA Giampaolo
KOZONTCHUK Dmitry


HTC

Titulares:
ALBASINI Michael
CAVENDISH Mark
DEGENKOLB John
GOSS Matthew Harley
GRABSCH Bert
HOWARD Leigh
MARTIN Tony
SIVTSOV Kanstantsin
VELITS Martin

Suplentes:
BRAMMEIER Matt
GHYSELINCK Jan
RABON Frantisek
RASMUSSEN Alex
SMUKULIS Gatis


KATUSHA TEAM

Titulares:
RODRIGUEZ OLIVER Joaquin
HORRACH RIPPOLL Juan
KUSCHYNSKI Aliaksandr
LOSADA ALGUACIL Alberto
MORENO FERNANDEZ Daniel
PAOLINI Luca
PLIUSCHIN Alexandr
TROFIMOV Yury
VORGANOV Eduard

Suplentes:
CARUSO Giampaolo
DI LUCA Danilo
GUSEV Vladimir
IGNATENKO Petr


LAMPRE ISD

Titulares:
SCARPONI Michele
KVACHUK Oleksandr
MARZANO Marco
MORI Manuele
NIEMIEC Przemyslaw
PEREZ ARRIETA Aitor
PETACCHI Alessandro
RIGHI Daniele
SPEZIALETTI Alessandro

Suplentes:
BALLONI Alfredo
GAVAZZI Francesco
HONDO Danilo
PIETROPOLLI Daniele


LEOPARD TREK

Titulares :
BENNATI Daniele
CANCELLARA Fabian
FUGLSANG Jakob
MONFORT Maxime
O'GRADY Stuart
PIRES Bruno
VIGANO Davide
WAGNER Robert
ZAUGG Oliver

Suplentes :
DENIFL Stefan
FEILLU Brice
LUND Anders
ROHREGGER Thomas


LIQUIGAS

Titulares:
NIBALI Vincenzo
CAPECCHI Eros
CARUSO Damiano
DA DALTO Mauro
DALL'ANTONIA Tiziano
MARANGONI Alan
NERZ Dominik
SAGAN Peter
WURF Cameron

Suplentes:
AGNOLI Valerio
BELLOTTI Francesco
GUARNIERI Jacopo
OSS Daniel
PONZI Simone
MOVISTAR TEAM

Titulares:
ERVITI OLLO Imanol
GARCIA ACOSTA José Vicente
INTXAUSTI ELORRIAGA Benat
KONOVALOVAS Ignatas
LASTRAS GARCIA Pablo
LOPEZ GARCIA David
PARDILLA BELLON Sergio
PLAZA MOLINA Ruben
SAMOILAU Branislau

Suplentes :
BRUSEGHIN Marzio
KIRYIENKA Vasili
MADRAZO RUIZ Angel


OMEGA PHARMA LOTTO

Titulares:
BAKELANDTS Jan
DE GREEF Francis
DE HAES Kenny
DOCKX Gert
HANSEN Adam
PUJOL MUNOZ Oscar
REYNES MIMO Vicente
VAN DE WALLE Jurgen
VAN DEN BROECK Jurgen

Suplentes:
KAISEN Olivier
LANG Sebastian
NEYENS Maarten
VEIKKANEN Jussi


ASTANA PRO TEAM

Titulares:
KESSIAKOFF Fredrik
BAZAYEV Assan
GASPAROTTO Enrico
KANGERT Tanel
KASHECHKIN Andrey
KISERLOVSKI Robert
MIZUROV Andrey
PETROV Evgeny
RENEV Sergey

Suplentes:
ZEITS Andrey
DYACHENKO Alexsandr
IGLINSKIY Valentin
JUFRE POU Josep
KIREYEV Roman


QUICKSTEP CYCLING TEAM

Titulares:
BANDIERA Marco
BOONEN Tom
CATALDO Dario
CHAVANEL Sylvain
DE MAAR Marc
DE WEERT Kevin
MAES Nikolas
MALACARNE Davide
SEELDRAEYERS Kevin

Suplentes:
CAPPELLE Andy
STAUFF Andreas
VAN IMPE Kevin
VANDEWALLE Kristof


RABOBANK

Titulares:
BARREDO LLAMAZALES Carlos
BRESCHEL Matti
FREIRE GOMEZ Oscar
GARATE Juan Manuel
KRUIJSWIJK Steven
MARTENS Paul
MOLLEMA Bauke
SANCHEZ GIL Luis Leon
SLAGTER Tom Jelte

Suplentes:
BOS Theo
CLEMENT Stef
TANKINK Bram

WEENING Pieter

WYNANTS Maarten


SAXO BANK SUNGARD

Titulares:
SÖRENSEN Chris
CHRISTENSEN Mads
GUSTOV Volodymir
HAEDO Juan José
JÖRGENSEN Jonas Aaen
MAJKA Rafal
MARYCZ Jaroslaw
NUYENS Nick
SÖRENSEN Nicki

Suplentes:
COOKE Baden
HAEDO Lucas Sebastian
KLOSTERGAARD LARSEN Kasper
MORKOV Michael
ROBERTS Luke


SKIL SHIMANO

Titulares:
GENIEZ Alexandre
DOI Yukihiro
FRÖHLINGER Johannes
GESCHKE Simon
HUPOND Thierry
KITTEL Marcel
SPRICK Matthieu
TIMMER Albert
VEELERS Tom

Suplentes:
CURVERS Roy
DE BACKER Bert
DE KORT Koen
HAN Feng
HUGUET Yann


SKY PROCYCLING

Titulares:
ARVESEN Kurt-Asle
CIONI Dario David
FROOME Christopher
LÖVKVIST Thomas
POSSONI Morris
STANNARD Ian
SUTTON Christopher
WIGGINS Bradley
ZANDIO ECHAIDE Xavier

Suplentes
CARLSTRÖM Kjell
CUMMINGS Stephen
DOWSETT Alex
HUNT Jeremy
NORDHAUG Lars Setter


TEAM GARMIN CERVELO

Titulares:
FARRAR Tyler
FISCHER Murilo Antonio
HAUSSLER Heinrich
HUSHOVD Thor
KLIER Andreas
LE MEVEL Christophe
MARTIN Daniel
TALANSKY Andrew
VAN SUMMEREN Johan

Suplentes:
BOBRIDGE Jack
MAASKANT Martijn
RASCH Gabriel
VANMARCKE Sep


TEAM RADIOSHACK

Titulares:
BRAJKOVIC Janez
BUSCHE Matthew
IRIZAR ARANBURU Markel
KLÖDEN Andreas
LEQUATRE Geoffroy
MACHADO Tiago
OLIVIERA Nelson Filipe
PAULINHO Sergio Miguel Moreira
ZUBELDIA AGIRRE Haimar

Suplentes:
BEPPU Fumiyuki
CARDOSO Manuel Antonio Leal
HUNTER Robert
MCEWEN Robbie
RAST Gregory


VACANSOLEIL-DMC

Titulares:
CARRARA Matteo
DEVOLDER Stijn
GOLAS Michal
KEIZER Martijn
LAGUTIN Sergey
LIGTHART Pim
MOSQUERA MIGUEZ Ezequiel
POELS Wouter
VAN LEIJEN Joost

Suplentes:
ANZA Santo
BELKOV Maxim
PYDGORNYY Ruslan
SELVAGGI Mirko
VEUCHELEN Frederik


O percurso
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Preguiça e contradição: bem-vindo a Belo Horizonte

Uma matéria bastante sensacionalista, em um jornal popular veiculado em Belo Horizonte (Super Notícia) no último domingo, 14, trouxe uma análise de dados bastante interessante. Clique aqui para lê-la. Óbvio, não entrarei no mérito da estratégia comunicativa da matéria, que foi paupérrima, mas ela se adequa ao público alvo do jornal e, convenhamos, chama a atenção de qualquer um.

Intitulada "No trânsito da capital, até peru vai mais rápido do que os ônibus", a matéria, de autoria de Tâmara Teixeira, traz dados, segundo a mesma, obtidos com exclusividade junto à Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). Os dados dizem respeito à velocidade média dos veículos nos deslocamentos urbanos da capital. Como mencionei, a matéria utilizou uma maneira sensacionalista de expor as informações. Mas tentarei explicá-los.

Os ônibus da capital mineira têm uma velocidade média de 20 km/h em seus trajetos. Porém, na região central do município, nos horários de pico, esta velocidade cai para a inacreditável média de 9 km/h. Vale citar que o hipercentro de Belo Horizonte é local de tráfego de veículos e pessoas de toda a região metropolitana da capital, que possui cerca de 5 milhões de habitantes.

A visão da BHTrans já é pessimista, segundo o seguinte trecho da matéria mostra:

"Segundo o gerente de planejamento da BHTrans, Célio Freitas, não há qualquer previsão para aumentar a velocidade dos automóveis. 'Não conseguimos fazer uma melhoria. Mesmo se cumprirmos todo o plano de mobilidade da prefeitura, o automóvel permanecerá com essa velocidade (25km/h). A tendência é piorar. Então, se mantivermos o que temos hoje, já é uma melhora', disse."

Freitas é, de duas, uma: um pessimista ao extremo ou alguém que desconhece as propostas da própria empresa onde trabalha. De acordo com o site da BHTrans, na definição do programa "Pedala BH", o planejamento "prevê a implantação de cerca de 365 km de ciclovias" e que "141 km de ciclovias estão em fase de elaboração de projetos em diversas regiões da cidade". Por acaso o gerente desconhece esse projeto ou simplesmente acredita que o mesmo não irá melhorar em nada a mobilidade urbana da cidade?

Através do mapa abaixo, se pode perceber que o projeto é ambicioso. Porém, adjetivos como "utopista" e "eleitoreiro" também podem ser usados, uma vez que as eleições municipais estão à porta. As linhas vermelhas representam as ciclovias já existentes, enquanto as linhas verdes representam as ciclovias vislumbradas pelo "Pedala BH":

Clique na imagem para ampliá-la

Falando do ponto de vista da mobilidade urbana, a fala de Freitas, afirmando que mesmo se todo o plano de mobilidade da prefeitura for cumprido a velocidade média dos automóveis não aumentará, se torna um absurdo tremendo. A quantidade de ciclistas nas ruas da capital está crescendo, mesmo sem a existência de ciclovias funcionais no município (na teoria, são 22 quilômetros, mas que não ligam nada a nada).

Não duvido que o número de pessoas que deixariam o carro em casa para se deslocar com a bicicleta aumentaria consideravelmente com a existência de ciclovias. Se (somente "se") o projeto do "Pedala BH" sair do papel, a mobilidade urbana e a velocidade média do trânsito da cidade aumentariam, sem sombra de dúvidas, ao contrário do que Freitas alega.

Mas há, além do ponto de vista da mobilidade urbana, o ponto de vista das vidas que são ceifadas nos asfaltos de todo o Brasil. No último dia 17, Rubens Vieira, o Rubão, de 53 anos e pai de quatro filhos, foi assassinado por um motorista embriagado na Via Expressa, na região noroeste da capital. É desnecessário afirmar que ciclovias podem evitar mortes no trânsito.


A repórter Tâmara Teixeira pode ter sido meramente "infeliz" ao usar a velocidade de um peru para chamar a atenção para o problema da mobilidade urbana em Belo Horizonte. Porém, a matéria serviu, e muito, para mostrar qual é a posição dos governantes do município, em relação aos planos para a melhora do trânsito na cidade: há preguiça, má vontade e completo descaso. Afinal, há, sim, o que se fazer. Basta fazer.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Equipe mais vitoriosa do ciclismo profissional, HTC-Highroad anuncia seu fim

(Divulgação)

Adeus HTC...

As duas semanas pós-Tour de France mostraram algumas alterações importantes nas equipes do ProTour, para o ano que vem. Três camisas vistas no pelotão nesta temporada não estarão presentes no mesmo pelotão, após o dia 31 de dezembro deste ano.

Na semana passada, Quick Step e Omega Pharma-Lotto anunciaram que se unirão, formando um "supertime" belga, que poderá contar com Philippe Gilbert, Tom Boonen, Sylvain Chavanel, entre outros.

Mas nesta quinta-feira (4), uma notícia triste. O dono do time estadunidense HTC-Highroad, Bob Stapleton, anunciou que o mesmo encerrará suas atividades ao fim da temporada, por não conseguir fechar negócio com nenhum novo patrocinador. Principal patrocinadora da equipe atualmente, a HTC, fabricante de aparelhos celulares, não chegou a um acordo para a renovação do contrato. Stapleton estava em negociações com possíveis novos patrocinadores até este fim de semana, porém, não houve sucesso nas negociações.

Stapleton dá entrevista (Barry Ryan)

É algo difícil de compreender. Nos últimos três anos, a equipe foi a mais vitoriosa no ciclismo profissional. Em todos estes anos o time sempre obteve colocações excelentes no ranking do ProTour da UCI, incluindo a terceira colocação momentânea no ranking desta temporada, com 764 pontos. A líder é a caçula Leopard-Trek, com 949 pontos.

É apenas uma especulação deste blogueiro, mas, mesmo que se use o argumento de que o time não tenha tantas chances de ter ciclistas em condições de vencer grandes voltas, o investimento publicitário no time é, ainda, extremamente interessante. Afinal, qual equipe cruza mais a linha de chegada em primeiro lugar, com a marca do patrocinador sendo exposta para todo o mundo?

"Fomos a público com a nossa busca por patrocinadores bem antes do começo do Tour", disse Stapleton. "Nos frustramos com toda a indecisão de nosso patrocinador majoritário, a HTC, que depois de nos dar garantias por vários meses, não foram para frente com os compromissos com o nosso time", disse.

"Essa indecisão continua um mistério para mim", completou.

Segundo o site oficial da equipe, se somados os investimentos de todos os seus parceiros comerciais, o valor investido anualmente no time é do valor de 10 milhões de euros. Durante sua existência, estima-se que o time tenha gerado algo em torno de 400 milhões de dólares em exposição midiática de seus parceiros.

A equipe feminina (Matthew Moses)

Após as negociações com o possível novo parceiro - não revelado - falharem, Stapleton achou melhor a liberação dos atletas do time, para que negociassem com outras equipes. "Chegamos à conclusão de que deveríamos liberar nossos atletas e a comissão técnica para que dêem continuidade a suas carreiras", falou.

Principal estrela do time, o britânico Mark Cavendish, dono de 20 vitórias de etapa no Tour de France, deve anunciar seu destino ainda nesta semana. Notícias anteriores davam conta de que ele poderia se juntar à equipe Sky, do próprio Reino Unido. Os irmãos gêmeos do time, os eslovacos Martin e Peter Velits já anunciaram que se juntarão à equipe belga Quick Step.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Arquivo do Tour de France 2011

Evans, ao centro, o grande vencedor (Getty Images)

Abaixo, confira os textos que fiz, relatando todas as etapas do Tour de France 2011. Apesar das duas semanas iniciais não terem proporcionado grandes emoções, a semana final compensou tudo isso e, como sempre, tivemos um Tour memorável.

Evans mostrou muita vontade em todas as subidas e fez um contra-relógio individual absolutamente perfeito, quase vencendo-o. Andy Schleck ainda peca pela inexperiência. Após o grande ataque na etapa 18, ele "se acomodou" com a diferença de cerca de um mnuto para Evans e não tentou novo ataque. Ele pagou caro, mas, como Lance Armstrong escreveu em sua biografia, "o ciclismo é um esporte que envergonha os jovens".

Mark Cavendish, como de costume, teve um espetacular desempenho. Com 26 anos, ele já acumula 20 vitórias de etapa em sua carreira. Como no Giro d'Italia, ele foi acusado de se aproveitar do carro de sua equipe para subir as montanhas, mas nenhuma imagem comprova. Verdadeiras ou não, tais acusações não tiram - para mim - os méritos de sua camisa verde. Ninguém o vence no sprint.

Thomas Voeckler se tornou herói nacional. Por nove dias, o "francesinho" foi o dono da maillot jaune, dando tudo de si em momentos que todos o davam como derrotado. Ele manteve a camisa como um leão e teve reconhecimento. Na chegada à cidade de Lisieux, onde correria uma pequena volta local na última terça-feira, ele foi recebido por mais de 40 mil espectadores, na que foi chamada "voecklermania" pela imprensa francesa.

Alberto Contador, uma grande decepção para a maioria, sofreu. Já na primeira etapa, se envolveu em uma queda que lhe deu mais de um minuto e meio de atraso. Mais à frente, ele sofreu nova queda, que lhe deu uma contusão no joelho. Não duvido que ele estivesse vestindo amarelo no último domingo, caso essas coisas não acontecessem. Mas aconteceram. A corrente de Andy Schleck no ano passado que o diga...

Enquanto a largada do Tour 2012 ainda está longe, relembre o que ocorreu em território francês neste mês.

Etapa 1

Etapa 2

Etapa 3

Etapa 4

Etapa 5

Etapa 6

Etapa 7

Etapa 8

Etapa 9

Etapa 10

Etapa 11

Etapa 12

Etapa 13

Etapa 14

Etapa 15

Etapa 16

Etapa 17

Etapa 18

Etapa 19

Etapa 20

Etapa 21

domingo, 24 de julho de 2011

Pelo terceiro ano seguido, Cavendish vence na Champs-Élysées e leva a camisa verde

Britânico venceu mais uma e garantiu a maillot vert (© Roberto Bettini)

Na etapa de conclusão do Tour de France de 2011, o britânico Mark Cavendish (HTC-Highroad) foi o vencedor, assim como ocorreu nos últimos dois anos. Foi a quinta vitória de etapa de Cavendish neste Tour - são 20 em sua carreira -, que lhe garantiu a tão sonhada camisa verde.

Por ter sido punido com a perda de 20 pontos em duas etapas consecutivas (por chegar além do tempo limite nas etapas de alta montanha), Cavendish largou hoje não tão seguro de terminar com a maillot vert. Ele largou com 280 pontos, enquanto o segundo colocado, Jose Joaquin Rojas (Movistar), tinha 265.

Mas o britânico superou Rojas em ambos os momentos que importavam na etapa de hoje. Primeiro, ele cruzou a meta volante do dia em sétimo e o espanhol em nono. Eles somaram nove e sete pontos, respectivamente. Já na linha de chegada, Cavendish foi o primeiro, levando mais 45 pontos, enquanto Rojas sequer esteve entre os 15 que pontuaram.

Ao total, Cavendish terminou com 334 pontos, seguido de Rojas, com 272, e de Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto), com 236. Aos 26 anos, Cavendish consegue um de seus maiores objetivos, que havia escapado nos últimos dois anos. Com as cinco vitórias desta edição, ele soma 20 e é o sexto que mais venceu etapas na história - até o momento. Eddy Merckx lidera a lista, com 34 vitórias.

Apesar do absoluto sucesso de Cavendish, a temporada 2011 tem sido conturbada para ele, no que se trata da relação com outros ciclistas do pelotão. Tanto no Giro d'Italia quanto no Tour, vários ciclistas deram declarações acusando Cavendish de se pendurar no carro de sua equipe para conseguir escalar as subidas mais duras. É uma grande polêmica, pois acusações desse porte não surgem à toa, mas, também, nenhuma câmera flagrou essa atitude.

Evans é muito celebrado por seus companheiros (© Roberto Bettini)

A etapa foi, também, de festa. O grande campeão, o australiano Cadel Evans (BMC), foi muito festejado pelo público na chegada a Paris e também por todos os companheiros de equipe (foto), após cruzar a linha de chegada.

Pierre Rolland (Europcar) ficou com a camisa branca, de melhor ciclista até 25 anos. O lendário Bernard Hinault, um dos maiores ciclistas franceses da história, havia declarado que Rolland é o mais promissor dos ciclistas franceses na atualidade.

Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi), como já ficou definido na sexta-feira, recebeu a camisa de bolinhas, como melhor escalador do Tour. O francês Jérémy Roy (FDJ) foi eleito o atleta mais combativo da edição e a Garmin-Cervélo foi a campeã entre as equipes.

Evans, aompanhado dos irmãos Andy e Fränk Schleck no pódio (© Sirotti)

Vive le Tour! Soit jusqu'à l'année!


Classificação

1 - Mark Cavendish (HTC-Highroad) 2:27:02
2 - Edvald Boasson Hagen (Sky Procycling)
3 - André Greipel (Omega Pharma-Lotto)
4 - Tyler Farrar (Team Garmin-Cervélo)
5 - Fabian Cancellara (Leopard Trek)
6 - Daniel Oss (Liquigas-Cannondale)
7 - Borut Bozic (Vacansoleil-DCM)
8 - Tomas Vaitkus (Pro Team Astana)
9 - Gerald Ciolek (Quickstep Cycling Team)
10 - Jimmy Engoulvent (Saur-Sojasun)

Resultados finais

Camisa amarela

1º - Cadel Evans, BMC (86h 12min 22s)
2º - Andy Schleck, Leopard-Trek (86h 13min 56s)
3º - Fränk Schleck, Leopard-Trek (86h 14min 52s)

Camisa verde

1º - Mark Cavendish, HTC-Highroad (334 pontos)
2º - Jose Joaquin Rojas, Movistar (272 pontos)
3º - Philippe Gilbert, Omega Pharma-Lotto (236 pontos)

Camisa branca

1º - Pierre Rolland, Europcar (86h 23min 05s)
2º - Rein Taaramae, Cofidis (86h 23min 51s)
3º - Jérôme Coppel, Saur-Sojasun (86h 30min 58s)

Camisa branca com bolinhas

1º - Samuel Sanchez, Euskaltel-Euskadi (108 pontos)
2º - Andy Schleck, Leopard-Trek (98 pontos)
3º - Jelle Vanendert, Omega Pharma-Lotto (74 pontos)

Atleta mais combativo

Jérémy Roy (FDJ)

Equipes

1º - Garmin-Cervélo, EUA (258h 18min 49s)
2º - Leopard-Trek, Luxemburgo (258h 29min 53s)
3º - AG2R La Mondiale, França (258h 30min 09s)

sábado, 23 de julho de 2011

Evans é o campeão do Tour de France!

Aos 34 anos, australiano finalmente vence o Tour (AFP)

Em um contra-relógio individual vencido pelo alemão Tony Martin (HTC-Highroad), o australiano Cadel Evans (BMC) deu espetáculo, fez o segundo melhor tempo do dia e, mesmo largando com 57 segundos de atraso para o então líder, sagrou-se o grande campeão do Tour de France de 2011. Foi a primeira vez na história que um australiano venceu a prova.

Andy Schleck (Leopard-Trek) havia assumido a camisa amarela no dia de ontem, após Thomas Voeckler (Europcar) perdê-la. O luxemburguês obteve uma vantagem de 57 segundos sobre Evans e de 53 segundos sobre seu irmão, Fränk Schleck (Leopard-Trek). Os três eram os únicos que ainda haviam chances de terminar com a maillot jaune.
Evans não deu chance a Schleck (AFP)

Evans já havia feito este mesmo trajeto do CRI em Grenoble, na prova Critérium du Dauphiné, em junho. À época, ele teve o sexto melhor tempo, 1:20 minuto atrás do mesmo vencedor, Martin.

O australiano foi o antepenúltimo a largar, antes dos dois irmãos Schleck. Ele manteve um ritmo muito forte e, ao longo da prova, a diferença dele para Andy foi diminuindo ininterruptamente. Em comparação a como Andy pedalava, Evans demonstrou mais ousadia nas curvas, as quais Andy mostrava menor habilidade para fazê-las.

Ainda na metade do trajeto de Evans, quando Andy já havia largado, o australiano já tinha diminuído a diferença inicial para menos de 20 segundos. Não demorou muito para que ele anulasse a diferença e assumisse, virtualmente, a camisa amarela.
Os irmãos Schleck lamentam a perda da maillot jaune (AFP)

Para piorar as coisas para o camisa amarela, Evans não apenas anulou sua desvantagem, como também reverteu-a para vantagem que cresceu sem parar. Ao fim, Evans passou perto de vencer Martin e já aplicava uma vantagem de 1:30 minuto para Andy.

O luxemburguês nada pôde fazer. Evans "humilhou" seus adversários com seu desempenho. Ele voou, sem dar chance alguma. Vitória absolutamente merecida!
Martin, o vencedor do CRI (AFP)

Na outra disputa do dia, o francês Pierre Rolland (Europcar) não foi mais rápido do que o estoniano Rein Taaramae (Cofidis), mas manteve a vantagem que tinha em relação a ele e assegurou a camisa branca, da disputa entre os ciclistas até 25 anos de idade.

A camisa de montanhista já havia sido decidida na etapa de ontem, a última com metas de montanha, e o vencedor foi o espanhol Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi).

Amanhã acontece a última distribuição de pontos para a camisa verde, que contará com uma meta volante e os pontos da chegada, na Champs-Élysées. Mark Cavendish (HTC-Highroad) lidera a briga, com 280 pontos, seguido de Jose Joaquin Rojas (Movistar), com 265.

Classificação

1 - Tony Martin (HTC-Highroad) 0:55:33
2 - Cadel Evans (BMC) +0:00:07
3 - Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) +0:01:06
4 - Thomas De Gendt (Vacansoleil-DCM) +0:01:29
5 - Richie Porte (Saxo Bank-Sungard) +0:01:30
6 - Jean-Christophe Peraud (AG2R La Mondiale) +0:01:33
7 - Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) +0:01:37
8 - Fabian Cancellara (Leopard-Trek) +0:01:42
9 - Peter Velits (HTC-Highroad) +0:02:03
10 - Rein Taaramae (Cofidis)

Resultados definitivos

Camisa amarela: Cadel Evans (BMC)
Camisa branca: Pierre Rolland (Europcar)
Camisa de montanhista: Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

A definir amanhã

Camisa verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Uma prévia do CRI de amanhã

Evans, durante o CRI da Dauphiné, em junho deste ano (© ASO/P.Perreve)
O contra-relógio individual que acontece amanhã, em Grenoble, irá definir o campeão do Tour de France 2011. Mas não será a primeira vez que esse trajeto acontece neste ano. Ele ocorreu também na prova Critérium du Dauphiné, no mês passado.

Andy Schleck (Leopard-Trek) lidera e tem como principal rival para a conquista da prova o australiano Cadel Evans (BMC). A diferença entre os dois é de apenas 57 segundos. Entre eles está o irmão e companheiro de equipe de Schleck, Fränk Schleck, 53 segundos atrás do irmão.

A Leopard-Trek está, portanto, em ótima situação para ter o campeão do Tour. Ainda mais com Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) assumidamente fora da disputa, com mais de quatro minutos de atraso. O espanhol e atual campeão fez, no contra-relógio do ano passado, o segundo melhor tempo entre aqueles que ocupavam as três primeiras posições, incluindo Schleck.

O percurso de amanhã é basicamente idêntico ao percorrido na Dauphiné. São os mesmos 42,5 quilômetros, porém com pequenas alterações na altimetria. Veja as imagens abaixo e compare:

Dauphiné


Tour


Muitos dos participantes da Dauphiné também participam da atual edição do Tour. Confira o desempenho dos principais deles na etapa, em ordem de chegada:

Tony Martin (HTC-Highroad)
Atual situação no Tour: é apenas o 47º, com 1:31 hora de atraso
Resultado na Dauphiné: foi o vencedor, com 55:27 minutos

Edvald Boasson Hagen (Sky)
Atual situação no Tour: é o 58º, com 1:43 hora de atraso
Resultado na Dauphiné: terceiro colocado, com 43 segundos de atraso

Cadel Evans (BMC)
Atual situação no Tour: é o terceiro colocado, com 57 segundos de atraso
Resultado na Dauphiné: foi o sexto colocado, com 1:20 minuto de atraso

Thomas Voeckler (Europcar)
Atual situação no Tour: é o quarto colocado, com 2:10 minutos de atraso
Resultado na Dauphiné: foi apenas o 40º colocado, com 3:18 minutos de atraso

Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Atual situação no Tour: é o sétimo colocado, com 4:22 minutos de atraso
Resultado na Dauphiné: foi o 42º, com 3:27 minutos de atraso

Confira abaixo um compacto do CRI da Dauphiné, que contém a participação de Evans que, dos citados acima, é o melhor colocado no atual Tour.

Rolland vence etapa e camisa branca e Schleck é o novo camisa amarela

Rolland levou a etapa e a camisa branca (AFP)

Em outra bela etapa, que culminou na subida do lendário Alpe d’Huez, o francês Pierre Rolland (Europcar) foi o grande vencedor e ainda conseguiu se tornar o novo dono da camisa branca. Além da branca, duas outras camisas também mudaram de dono, incluindo a amarela.

Após o grande ataque de ontem, Andy Schleck (Leopard-Trek) largou hoje a 15 segundos de Thomas Voeckler (Europcar), o então líder. Porém, finalizou a etapa mais de dois minutos antes do francês e chega ao contra-relógio vestindo a maillot jaune.

A outra camisa que trocou de mãos (pela última vez) foi a de bolinhas. O espanhol Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) largou como o vice-líder na disputa, atrás do belga Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto). Durante a etapa, por vencer a meta de montanha intermediária e somar 20 pontos, Andy Schleck se tornou o dono da camisa momentaneamente, mas Sanchez, cruzando a linha de chegada em segundo lugar, somou 32 pontos e foi o campeão na disputa dos montanhistas - não haverá mais metas de montanha. Ele terminou com 108 pontos, seguido de Schleck, com 98, e de Vanendert, com 74.

Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) teve destaque na etapa. Tentando uma tática semelhante à de Schleck no dia anterior, o espanhol efetuou um ataque ainda na primeira montanha do dia, o Col du Télégraphe. Inicialmente, Schleck, Voeckler e Cadel Evans (BMC) o acompanharam, mas apenas o luxemburguês conseguiu manter-se ao seu lado.

A fuga que continha Contador e Schleck seguiu ditando o ritmo da etapa. Os dois adversários chegaram, inclusive, a se ajudar em diferentes momentos. Enquanto isso, Evans também aumentou o ritmo, deixando Voeckler para trás e visando alcançar Schleck.
Schleck vestiu a maillot jaune (AFP)

No Alpe d'Huez, os dois grupos se juntaram, com Contador, Schleck, Evans, Cunego, Sanchez e Rolland juntos. Mas eis que Contador efetuou um novo ataque e não foi acompanhado. Evans e Schleck ficaram juntos, se marcando.

Contador acelerou muito e chegou a estar dois minutos à frente de Evans e Schleck, o que renovava suas chances para o contra-relógio de amanhã. Mas a duríssima subida, com trechos de mais de 10% de inclinação, freou o espanhol, que foi alcançado por Sanchez e Rolland, que tinham interesses particulares para vencer a etapa.

Nos três quilômetros finais, Rolland acelerou, buscando a vitória e a camisa branca; Sanchez também, visando os pontos da camisa de montanhista e Contador sobrou em relação aos dois. Foi esta a ordem da chegada, com a diferença de Contador para Evans e Schleck diminuindo para pouco mais de 30 segundos.

Neste momento, Andy Schleck lidera a classificação geral, seguido do irmão, Fränk Schleck (Leopard-Trek), a 53 segundos, e Evans, a 57 segundos. Voeckler é o quarto, a 2:10 minutos, Damiano Cunego (Lampre-ISD) é o quinto, a 3:31, e Contador é o sexto, a 3:55 minutos.

O contra-relógio individual deste sábado mostrará um duelo entre Andy Schleck e Evans. Fränk Schleck e Voeckler correm por fora, dependendo de um "dia ruim" de Andy e Evans. Por ser uma disputa individual, Fränk não poderá ajudar o irmão, como normalmente faz e pode sim terminar o dia como campeão do Tour. Contador nunca é carta fora do baralho, mas precisa de um milagre gigantesco para tirar os quase quatro minutos de atraso que tem.

Na disputa por pontos, a posse da camisa verde não se alterou, mas a classificação geral, sim. Pelo segundo dia consecutivo, um grande grupo de corredores - 83 - chegou além do tempo limite, resultando na perda de 20 pontos para cada um dos atletas. Entre eles, o líder e o vice-líder da disputa, Mark Cavendish (HTC-Highroad) e Jose Joaquin Rojas (Movistar), que têm 280 e 265 pontos cada, respectivamente.

A Garmin-Cervélo ainda é a líder na disputa entre as equipes, com quase 12 minutos de frente para a vice-líder, a AG2R La Mondiale.

Classificação

1 - Pierre Rolland (Team Europcar) 3:13:25
2 - Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) +0:00:14
3 - Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) +0:00:23
4 - Peter Velits (HTC-Highroad) +0:00:57
5 - Cadel Evans (BMC Racing Team)
6 - Thomas De Gendt (Vacansoleil-DCM)
7 - Damiano Cunego (Lampre-ISD)
8 - Fränk Schleck (Leopard-Trek)
9 - Andy Schleck (Leopard-Trek)
10 - Ryder Hesjedal (Team Garmin-Cervélo) +0:01:15

Camisas para amanhã

Amarela: Andy Schleck (Leopard-Trek)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Branca: Pierre Rolland (Europcar)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Aspas para Schleck, Riis e Contador

As falas de três dos principais personagens da excelente 18ª etapa do Tour de France.

Andy Schleck
"Me senti super bem nesta manhã e eu não tive medo de perder. Estou muito feliz com a etapa, eu assumi a responsabilidade. Falei para eu mesmo nesta manhã, 'isso vai funcionar ou não' e acabou funcionando. Eu não iria pedalar para chegar a Paris em quarto. Estou muito feliz por mim e pelo meu time. Eles trabalharam duro e eu tenho de agradecê-los".
(AFP)
Bjarne Riis
"Será muito difícil para ele (Contador) vencer o Tour agora, certamente. Ele queria atacar, mas ele não teve pernas hoje e sofreu com as dores no joelho".
(AFP)
Alberto Contador
"Não foi um dia bom para mim, fiquei completamente sem forças nos últimos dez quilômetros. Senti uma fraqueza terrível, os quilômetros finais foram muito duros. Até certo ponto, eu conseguia pegar a roda dos outros, mas, no final, decidi pedalar no meu ritmo. Está praticamente impossível."

(© Roberto Bettini)