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sábado, 7 de julho de 2012

Tour de France - ETAPA 7: Em fantástico trabalho da Sky, Froome vence etapa e Wiggins veste amarelo

Froome venceu a etapa e a camisa de montanhista (letour.fr)
De Tomblaine a La Planche des Belles Filles - 199km

A equipe Sky teve o que se pode chamar de dia perfeito, na sétima etapa deste Tour de France. O time britânico, que já era o líder na disputa por equipes, conseguiu a vitória da etapa de hoje com Christopher Froome e, também, a camisa amarela para Bradley Wiggins, que estava com Fabian Cancellara (Radioshack-Nissan) desde a primeira etapa.

A chegada da etapa de hoje era uma espécie de surpresa para o pelotão, pois a subida final da La Planche des Belles Filles (categoria 1) nunca havia estado em nenhuma edição anterior do Tour. A subida tinha 5,9 km de comprimento e inclinação média de 8,5% no total, mas com trechos que chegavam até 13% e com os últimos 100 metros apresentando 14%.

Além da Planche des Belles Filles, a etapa ainda contou com duas outras subidas, porém ambas de categoria 3, que não foram problema para o pelotão, que passou toda a etapa controlando a fuga de sete homens que se formou. No quilômetro 103, havia um sprint intermediário, que após de ser cruzado pelos sete homens da fuga, viu Peter Sagan (Liquigas-Cannondale) disparar para ser o primeiro do pelotão a cruzá-lo. O eslovaco cruzou em oitavo, somando oito pontos e se isolando ainda mais na posse da camisa verde.

Durante a segunda metade do percurso, o tempo de vantagem da fuga foi caindo gradativamente, até que o grupo foi completamente anulado no início da subida final. Os homens da Sky tomaram a dianteira do pelotão, com Edvald Boasson Hagen ditando um forte ritmo. Tal velocidade fez com que vários grandes nomes "morressem" na subida, como Fränk Schleck (Radioshack-Nissan), Tony Martin (Omega Pharma-Quick Step) e Philippe Gilbert (BMC). Mas o principal deles foi Cancellara, o então camisa amarela, que se entregou a 5km da chegada.

No pequeno grupo que liderou a prova na escalada, estavam Wiggins, Cadel Evans (BMC), Vincenzo Nibali (Liquigas-Cannondale), Boasson Hagen, Froome, Richie Porte (Sky), Rein Taramaae (Cofidis) e Denis Menchov (Katusha). Após alguns quilômetros, Froome assumiu a ponta no lugar do companheiro Boasson Hagen e ditou o ritmo. Menchov abandonou a dois quilômetros do fim.

Wiggins é o novo camisa amarela (Divulgação)
Restaram no quilômetro final Froome, Wiggins, Evans, Nibali e Taaramae, o que já colocaria Wiggins na liderança geral. Evans tentou um ataque a 400 metros da chegada, para levar a etapa e tentar diminuir os dez segundos de desvantagem que tem para Wiggins, possivelmente ficando com a maillot jaune. Mas Froome o marcou e, no trecho final, o mais duro da subida, roubou-lhe a ponta e atacou para a vitória. O australiano deu um último suspiro e conseguiu chegar em segundo, com Wiggins e Nibali chegando na seqüencia.

A classificação geral, agora, tem Wiggins na liderança, com 34h 21m 20s. Evans, atual campeão, é o vice líder, com 10 segundos de atraso e Nibali é o terceiro, 16 segundos atrás do britânico. Taaramae é o quarto, com 32 segundos de atraso e Menchov, mesmo tendo 50 segundos de atraso na etapa de hoje, é o quinto colocado, 54 segundos atrás de Wiggins.

A vitória de Froome na Planche des Belles Filles rendeu-lhe a camisa de montanhista, já que a vitória na subida final lhe renderam 20 pontos na disputa. Evans somou 16 pontos com o segundo lugar na etapa e é o vice-líder do prêmio de montanhista. Taaramae também se deu bem com a colocação na etapa, que lhe rendeu a camisa branca, que estava com Tejay Van Garderen (BMC) desde a primeira etapa.

Classificação da etapa

1 - Christopher Froome (GBR/Sky Procycling) 04h 58' 35''
2 - Cadel Evans (AUS/BMC) a 2s
3 - Bradley Wiggins (GBR/Sky Procycling) a 2s
4 - Vincenzo Nibali (ITA/Liquigas-Cannondale) a 7s
5 - Rein Aramaae (EST/Cofidis Le CreditEn Ligne) a 19s
6 - Haimar Zubeldia (ESP/RadioShack-Nissan) a 44s
7 - Pierre Rolland (FRA/EurocpCar) a 46s
8 - Janez Brajkovic (ESQ/Astana) a 46s
9 - Denis Menchov (RUS/Katusha) a 5os
10 - Maxime Monfort (BEL/RadioShack-Nissan) a 56s

Classificação geral

1 - Bradley Wiggins (GBR/SkyProciclying) 34h21m20s'
2 - Cadel Evans (AUS/BMC) a 10s'
3 - Vincenzo Nibali (ITA/Liquigas-Cannondale)a 16s
4 - Rein Aramaae (EST/Cofidis Le Credit en Ligne) a 32s
5 - Denis Menchov (RUS/Katusha) a 54s
6 - Haimar Zubeldia (ESP/RadioShack-Nissan) a 59s
7 - Maxime Monfort (BEL/RadioShack-Nissan) a 1m09s
8 - Nicolas Roche (IRL/AG2 La Mondiale) a 1m22s
9 - Christopher Froome (GBR/Sky Procycling) a 1m32s
10 - Michael Rogers (EUA/Sky Procycling) a 1m40s

segunda-feira, 26 de março de 2012

Análise da vitória de Evans

(PresseSports/B.Papon)

O repórter australiano Rupert Guinness, do jornal de seu país "The Sidney Morning Herald", fez uma brilhante análise sobre a vitória de Cadel Evans na prova Critérium International, especificamente na terceira e última etapa. Mesmo sem ter vencido a etapa, o atual campeão do Tour de France efetuou um memorável ataque no Col de l'Ospedale (vídeo abaixo), no trecho em que a inclinação era de 10,4%, durante um quilômetro.  Na análise de Guinness, ele exalta e explica todo o trabalho dos companheiros de Evans durante a etapa e também fala da importância desta vitória para a temporada do australiano, que defende a maiilot jaune em juho.

Confira a matéria de Guinness, "Clever Corsican win sends out a huge warning to Evans's Tour rivals" ("Inteligente vitória em Córsega manda um enorme aviso aos rivais de Evans no Tour"): clique aqui. Abaixo, um vídeo do ataque final de Evans.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Arquivo do Tour de France 2011

Evans, ao centro, o grande vencedor (Getty Images)

Abaixo, confira os textos que fiz, relatando todas as etapas do Tour de France 2011. Apesar das duas semanas iniciais não terem proporcionado grandes emoções, a semana final compensou tudo isso e, como sempre, tivemos um Tour memorável.

Evans mostrou muita vontade em todas as subidas e fez um contra-relógio individual absolutamente perfeito, quase vencendo-o. Andy Schleck ainda peca pela inexperiência. Após o grande ataque na etapa 18, ele "se acomodou" com a diferença de cerca de um mnuto para Evans e não tentou novo ataque. Ele pagou caro, mas, como Lance Armstrong escreveu em sua biografia, "o ciclismo é um esporte que envergonha os jovens".

Mark Cavendish, como de costume, teve um espetacular desempenho. Com 26 anos, ele já acumula 20 vitórias de etapa em sua carreira. Como no Giro d'Italia, ele foi acusado de se aproveitar do carro de sua equipe para subir as montanhas, mas nenhuma imagem comprova. Verdadeiras ou não, tais acusações não tiram - para mim - os méritos de sua camisa verde. Ninguém o vence no sprint.

Thomas Voeckler se tornou herói nacional. Por nove dias, o "francesinho" foi o dono da maillot jaune, dando tudo de si em momentos que todos o davam como derrotado. Ele manteve a camisa como um leão e teve reconhecimento. Na chegada à cidade de Lisieux, onde correria uma pequena volta local na última terça-feira, ele foi recebido por mais de 40 mil espectadores, na que foi chamada "voecklermania" pela imprensa francesa.

Alberto Contador, uma grande decepção para a maioria, sofreu. Já na primeira etapa, se envolveu em uma queda que lhe deu mais de um minuto e meio de atraso. Mais à frente, ele sofreu nova queda, que lhe deu uma contusão no joelho. Não duvido que ele estivesse vestindo amarelo no último domingo, caso essas coisas não acontecessem. Mas aconteceram. A corrente de Andy Schleck no ano passado que o diga...

Enquanto a largada do Tour 2012 ainda está longe, relembre o que ocorreu em território francês neste mês.

Etapa 1

Etapa 2

Etapa 3

Etapa 4

Etapa 5

Etapa 6

Etapa 7

Etapa 8

Etapa 9

Etapa 10

Etapa 11

Etapa 12

Etapa 13

Etapa 14

Etapa 15

Etapa 16

Etapa 17

Etapa 18

Etapa 19

Etapa 20

Etapa 21

sábado, 23 de julho de 2011

Evans é o campeão do Tour de France!

Aos 34 anos, australiano finalmente vence o Tour (AFP)

Em um contra-relógio individual vencido pelo alemão Tony Martin (HTC-Highroad), o australiano Cadel Evans (BMC) deu espetáculo, fez o segundo melhor tempo do dia e, mesmo largando com 57 segundos de atraso para o então líder, sagrou-se o grande campeão do Tour de France de 2011. Foi a primeira vez na história que um australiano venceu a prova.

Andy Schleck (Leopard-Trek) havia assumido a camisa amarela no dia de ontem, após Thomas Voeckler (Europcar) perdê-la. O luxemburguês obteve uma vantagem de 57 segundos sobre Evans e de 53 segundos sobre seu irmão, Fränk Schleck (Leopard-Trek). Os três eram os únicos que ainda haviam chances de terminar com a maillot jaune.
Evans não deu chance a Schleck (AFP)

Evans já havia feito este mesmo trajeto do CRI em Grenoble, na prova Critérium du Dauphiné, em junho. À época, ele teve o sexto melhor tempo, 1:20 minuto atrás do mesmo vencedor, Martin.

O australiano foi o antepenúltimo a largar, antes dos dois irmãos Schleck. Ele manteve um ritmo muito forte e, ao longo da prova, a diferença dele para Andy foi diminuindo ininterruptamente. Em comparação a como Andy pedalava, Evans demonstrou mais ousadia nas curvas, as quais Andy mostrava menor habilidade para fazê-las.

Ainda na metade do trajeto de Evans, quando Andy já havia largado, o australiano já tinha diminuído a diferença inicial para menos de 20 segundos. Não demorou muito para que ele anulasse a diferença e assumisse, virtualmente, a camisa amarela.
Os irmãos Schleck lamentam a perda da maillot jaune (AFP)

Para piorar as coisas para o camisa amarela, Evans não apenas anulou sua desvantagem, como também reverteu-a para vantagem que cresceu sem parar. Ao fim, Evans passou perto de vencer Martin e já aplicava uma vantagem de 1:30 minuto para Andy.

O luxemburguês nada pôde fazer. Evans "humilhou" seus adversários com seu desempenho. Ele voou, sem dar chance alguma. Vitória absolutamente merecida!
Martin, o vencedor do CRI (AFP)

Na outra disputa do dia, o francês Pierre Rolland (Europcar) não foi mais rápido do que o estoniano Rein Taaramae (Cofidis), mas manteve a vantagem que tinha em relação a ele e assegurou a camisa branca, da disputa entre os ciclistas até 25 anos de idade.

A camisa de montanhista já havia sido decidida na etapa de ontem, a última com metas de montanha, e o vencedor foi o espanhol Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi).

Amanhã acontece a última distribuição de pontos para a camisa verde, que contará com uma meta volante e os pontos da chegada, na Champs-Élysées. Mark Cavendish (HTC-Highroad) lidera a briga, com 280 pontos, seguido de Jose Joaquin Rojas (Movistar), com 265.

Classificação

1 - Tony Martin (HTC-Highroad) 0:55:33
2 - Cadel Evans (BMC) +0:00:07
3 - Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) +0:01:06
4 - Thomas De Gendt (Vacansoleil-DCM) +0:01:29
5 - Richie Porte (Saxo Bank-Sungard) +0:01:30
6 - Jean-Christophe Peraud (AG2R La Mondiale) +0:01:33
7 - Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) +0:01:37
8 - Fabian Cancellara (Leopard-Trek) +0:01:42
9 - Peter Velits (HTC-Highroad) +0:02:03
10 - Rein Taaramae (Cofidis)

Resultados definitivos

Camisa amarela: Cadel Evans (BMC)
Camisa branca: Pierre Rolland (Europcar)
Camisa de montanhista: Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

A definir amanhã

Camisa verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Uma prévia do CRI de amanhã

Evans, durante o CRI da Dauphiné, em junho deste ano (© ASO/P.Perreve)
O contra-relógio individual que acontece amanhã, em Grenoble, irá definir o campeão do Tour de France 2011. Mas não será a primeira vez que esse trajeto acontece neste ano. Ele ocorreu também na prova Critérium du Dauphiné, no mês passado.

Andy Schleck (Leopard-Trek) lidera e tem como principal rival para a conquista da prova o australiano Cadel Evans (BMC). A diferença entre os dois é de apenas 57 segundos. Entre eles está o irmão e companheiro de equipe de Schleck, Fränk Schleck, 53 segundos atrás do irmão.

A Leopard-Trek está, portanto, em ótima situação para ter o campeão do Tour. Ainda mais com Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) assumidamente fora da disputa, com mais de quatro minutos de atraso. O espanhol e atual campeão fez, no contra-relógio do ano passado, o segundo melhor tempo entre aqueles que ocupavam as três primeiras posições, incluindo Schleck.

O percurso de amanhã é basicamente idêntico ao percorrido na Dauphiné. São os mesmos 42,5 quilômetros, porém com pequenas alterações na altimetria. Veja as imagens abaixo e compare:

Dauphiné


Tour


Muitos dos participantes da Dauphiné também participam da atual edição do Tour. Confira o desempenho dos principais deles na etapa, em ordem de chegada:

Tony Martin (HTC-Highroad)
Atual situação no Tour: é apenas o 47º, com 1:31 hora de atraso
Resultado na Dauphiné: foi o vencedor, com 55:27 minutos

Edvald Boasson Hagen (Sky)
Atual situação no Tour: é o 58º, com 1:43 hora de atraso
Resultado na Dauphiné: terceiro colocado, com 43 segundos de atraso

Cadel Evans (BMC)
Atual situação no Tour: é o terceiro colocado, com 57 segundos de atraso
Resultado na Dauphiné: foi o sexto colocado, com 1:20 minuto de atraso

Thomas Voeckler (Europcar)
Atual situação no Tour: é o quarto colocado, com 2:10 minutos de atraso
Resultado na Dauphiné: foi apenas o 40º colocado, com 3:18 minutos de atraso

Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Atual situação no Tour: é o sétimo colocado, com 4:22 minutos de atraso
Resultado na Dauphiné: foi o 42º, com 3:27 minutos de atraso

Confira abaixo um compacto do CRI da Dauphiné, que contém a participação de Evans que, dos citados acima, é o melhor colocado no atual Tour.

Rolland vence etapa e camisa branca e Schleck é o novo camisa amarela

Rolland levou a etapa e a camisa branca (AFP)

Em outra bela etapa, que culminou na subida do lendário Alpe d’Huez, o francês Pierre Rolland (Europcar) foi o grande vencedor e ainda conseguiu se tornar o novo dono da camisa branca. Além da branca, duas outras camisas também mudaram de dono, incluindo a amarela.

Após o grande ataque de ontem, Andy Schleck (Leopard-Trek) largou hoje a 15 segundos de Thomas Voeckler (Europcar), o então líder. Porém, finalizou a etapa mais de dois minutos antes do francês e chega ao contra-relógio vestindo a maillot jaune.

A outra camisa que trocou de mãos (pela última vez) foi a de bolinhas. O espanhol Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) largou como o vice-líder na disputa, atrás do belga Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto). Durante a etapa, por vencer a meta de montanha intermediária e somar 20 pontos, Andy Schleck se tornou o dono da camisa momentaneamente, mas Sanchez, cruzando a linha de chegada em segundo lugar, somou 32 pontos e foi o campeão na disputa dos montanhistas - não haverá mais metas de montanha. Ele terminou com 108 pontos, seguido de Schleck, com 98, e de Vanendert, com 74.

Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) teve destaque na etapa. Tentando uma tática semelhante à de Schleck no dia anterior, o espanhol efetuou um ataque ainda na primeira montanha do dia, o Col du Télégraphe. Inicialmente, Schleck, Voeckler e Cadel Evans (BMC) o acompanharam, mas apenas o luxemburguês conseguiu manter-se ao seu lado.

A fuga que continha Contador e Schleck seguiu ditando o ritmo da etapa. Os dois adversários chegaram, inclusive, a se ajudar em diferentes momentos. Enquanto isso, Evans também aumentou o ritmo, deixando Voeckler para trás e visando alcançar Schleck.
Schleck vestiu a maillot jaune (AFP)

No Alpe d'Huez, os dois grupos se juntaram, com Contador, Schleck, Evans, Cunego, Sanchez e Rolland juntos. Mas eis que Contador efetuou um novo ataque e não foi acompanhado. Evans e Schleck ficaram juntos, se marcando.

Contador acelerou muito e chegou a estar dois minutos à frente de Evans e Schleck, o que renovava suas chances para o contra-relógio de amanhã. Mas a duríssima subida, com trechos de mais de 10% de inclinação, freou o espanhol, que foi alcançado por Sanchez e Rolland, que tinham interesses particulares para vencer a etapa.

Nos três quilômetros finais, Rolland acelerou, buscando a vitória e a camisa branca; Sanchez também, visando os pontos da camisa de montanhista e Contador sobrou em relação aos dois. Foi esta a ordem da chegada, com a diferença de Contador para Evans e Schleck diminuindo para pouco mais de 30 segundos.

Neste momento, Andy Schleck lidera a classificação geral, seguido do irmão, Fränk Schleck (Leopard-Trek), a 53 segundos, e Evans, a 57 segundos. Voeckler é o quarto, a 2:10 minutos, Damiano Cunego (Lampre-ISD) é o quinto, a 3:31, e Contador é o sexto, a 3:55 minutos.

O contra-relógio individual deste sábado mostrará um duelo entre Andy Schleck e Evans. Fränk Schleck e Voeckler correm por fora, dependendo de um "dia ruim" de Andy e Evans. Por ser uma disputa individual, Fränk não poderá ajudar o irmão, como normalmente faz e pode sim terminar o dia como campeão do Tour. Contador nunca é carta fora do baralho, mas precisa de um milagre gigantesco para tirar os quase quatro minutos de atraso que tem.

Na disputa por pontos, a posse da camisa verde não se alterou, mas a classificação geral, sim. Pelo segundo dia consecutivo, um grande grupo de corredores - 83 - chegou além do tempo limite, resultando na perda de 20 pontos para cada um dos atletas. Entre eles, o líder e o vice-líder da disputa, Mark Cavendish (HTC-Highroad) e Jose Joaquin Rojas (Movistar), que têm 280 e 265 pontos cada, respectivamente.

A Garmin-Cervélo ainda é a líder na disputa entre as equipes, com quase 12 minutos de frente para a vice-líder, a AG2R La Mondiale.

Classificação

1 - Pierre Rolland (Team Europcar) 3:13:25
2 - Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) +0:00:14
3 - Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) +0:00:23
4 - Peter Velits (HTC-Highroad) +0:00:57
5 - Cadel Evans (BMC Racing Team)
6 - Thomas De Gendt (Vacansoleil-DCM)
7 - Damiano Cunego (Lampre-ISD)
8 - Fränk Schleck (Leopard-Trek)
9 - Andy Schleck (Leopard-Trek)
10 - Ryder Hesjedal (Team Garmin-Cervélo) +0:01:15

Camisas para amanhã

Amarela: Andy Schleck (Leopard-Trek)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Branca: Pierre Rolland (Europcar)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Em etapa espetacular, Schleck vence e fica próximo da camisa amarela

Schleck conseguiu vitória inacreditável e fica muito próximo da maillot jaune (AFP)

Na penúltima etapa de alta montanha deste Tour de France, Andy Schleck (Leopard-Trek) saiu vencedor de maneira espetacular e por muito pouco - 15 segundos - não tomou a camisa amarela de Thomas Voeckler (Europcar). Já Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) fraquejou e se complicou na classificação geral.

A etapa partiu de Pinerolo, na Itália, e contou com três metas de montanha fora de categoria, incluindo a subida do Galibier Serre-Chevalier, nos 23 quilômetros finais. O último quilômetro da subida teve inclinação média de 9%.

A estratégia da Leopard-Trek hoje foi a responsável pela vitória de Schleck. Como não havia se visto em momento algum do Tour, dois atletas da equipe fizeram parte da fuga, que novamente foi enorme, com cerca de 15 atletas. Foram estes Joost Posthuma e Maxime Monfort.

Schleck largou com um atraso de 2:36 minutos em relação a Voeckler e ocupando a quarta colocação geral. Durante quase todo o percurso, o luxemburguês se manteve junto ao grupo que continha Voeckler, Contador, Fränk Schleck (Leopard-Trek), Cadel Evans (BMC), Ivan Basso (Liquigas) e Damiano Cunego (Lampre), entre outros.

Tudo indicava que o grupo aguardaria a chegada da última subida do dia para que os ataques acontecessem. Porém, no meio da segunda subida, o Col d'Izoard, Andy atacou, ainda com 60 quilômetros a percorrer. Pela grande distância para a chegada, o grupo não acreditou no ataque de Andy.
Contador ficou para trás e pode ter dado adeus ao título (AFP)

Eis que os dois companheiros de Andy que estavam na fuga entraram em cena. Posthuma deixou a fuga e esperou Andy, para ajudá-lo no subida até o topo do Col d'Izoard. Após alcançar o topo, Andy começou uma descida de mais de 17 quilômetros. Como as descidas têm se mostrado uma pedra no sapato do luxemburguês, o outro gregário da Leopard na fuga, Monfort, ajudou-o na descida e também em boa parte da última subida do dia, o Col du Galibier.

Com a ajuda dos gregários, Andy viu sua distância para o grupo dos concorrentes aumentar consideravelmente, beirando os quatro minutos em média. Desta forma, ele passava a ser o camisa amarela virtual, tomando-a de Voeckler.

Chegando ao Galibier, a fuga era formada por seis atletas, incluindo Andy e Monfort, enquanto o grupo do camisa amarela tinha mais de quatro minutos de atraso. Schleck não diminuiu o ritmo em momento algum e acabou por ser o único do grupo a "sobreviver" até a linha de chegada, com os outros cinco sendo absorvidos pelo grupo de Voeckler. A diferença de quatro minutos diminuiria gradativamente, com a distância entre Schleck e o grupo chegando a apenas um quilômetro, mas ele venceria de maneira absoluta e aguardaria a chegada dos adversários, para saber se vestiria ou não a maillot jaune.

Uma vez alertados da grande distância de Andy, o grupo do líder aumentou a velocidade, especialmente no Galibier, com Evans na ponta, ditando o forte ritmo. Voeckler, Basso, Fränk e Contador o acompanhavam. Porém, surpreendendo a quase todos, o corredor que primeiro ficou para trás neste grupo foi Contador. O espanhol teve 3:50 minutos de atraso para Andy e cerca de 1:30 minuto atrás do grupo de Voeckler. O francês, por sua vez, foi heróico e conseguiu cruzar a linha de chegada - exausto - a tempo de não perder a camisa amarela.

A classificação geral tem Voeckler na liderança, seguido de Andy Schleck a 15 segundos, Fränk Schleck a 1:08 minuto, Evans a 1:12 minuto, e, mais atrás, Cunego e Basso a 3:46 minutos e Contador a 4:44 minutos.

Voeckler não conteve a alegria de ter mandito a camisa amarela (AFP)

As camisas verde, de montanhista e a liderança entre as equipes permanecem inalteradas, com Mark Cavendish (HTC-Highroad), Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto) e a Garmin-Cervélo, respectivamente. Mas, depois de muita insistência, Rein Taaramae (Cofidis) é o novo líder entre os jovens. Depois de ver três diferentes ciclistas com a camisa branca e ele sempre na vice-liderança, o corredor da Estônia passa a vestir a camisa.

Grandes decisões podem acontecer amanhã, na última etapa de alta montanha do Tour, com uma subida de categoria um e duas fora de categoria. Contador tem a obrigação de tentar algum ataque, caso ainda tenha a esperança de vencer a volta. Andy pode apenas marcar seus concorrentes, principalmente Evans. O australiano talvez prefira aguardar o contra-relógio de sábado para tentar vencer Andy. Enfim, são infinitas possibilidades e prever o que vai acontecer é impossível, como foi hoje. A única certeza é de que será uma etapa excelente.

Classificação

1 - Andy Schleck (Leopard Trek) 6:07:56
2 - Fränk Schleck (Leopard-Trek) +0:02:07
3 - Cadel Evans (BMC Racing Team) +0:02:15
4 - Ivan Basso (Liquigas-Cannondale) +0:02:18
5 - Thomas Voeckler (Team Europcar) +0:02:21
6 - Pierre Rolland (Team Europcar) +0:02:27
7 - Damiano Cunego (Lampre-ISD) +0:02:33
8 - Rein Taaramae (Cofidis) +0:03:22
9 - Thomas Danielson (Team Garmin-Cervélo) +0:03:25
10 - Ryder Hesjedal (Team Garmin-Cervélo) +0:03:31

Camisas para amanhã

Amarela: Thomas Voeckler (Europcar)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto)
Branca: Rein Taaramae (Cofidis)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hagen consegue segunda vitória e Voeckler, novamente, leva tempo dos adversários

Hagen consegue sua segunda vitória neste Tour, a quarta norueguesa (Getty Images)

Começando a escalada dos Alpes, a etapa de hoje teve chegada em território italiano, na cidade de Pinerolo, em Piemonte. Edvald Boasson Hagen (Sky) conseguiu ser o melhor na fuga e, na descida final, venceu a etapa. Mas o destaque do dia foi para Thomas Voeckler (Europcar), que, em função de erros na descida, levou quase 30 segundos de atraso para os concorrentes.

Muitos atletas partiram para a fuga, buscando a vitória da etapa. O grande grupo, com cerca de 15 atletas, se dividiu em três grupos, com Ruben Perez Moreno (Euskaltel) na ponta em boa parte da reta final. Porém, na subida final (o Côte de Pramartino, de categoria dois), o espanhol sucumbiu e foi ultrapassado. O norueguês Hagen alcançou e topo da subida e fez uma excelente descida, cruzando a linha de chegada 40 segundos à frente do segundo colocado, o holandês Bauke Mollema (Rabobank).

O pelotão dos favoritos se manteve junto em boa parte do tempo, até a última subida. Quando o grupo alcançou o topo, Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) partiu para um ataque na descida, ao lado de Samuel Sanchez (Euskaletel), como fizeram no dia anterior.

Voeckler os seguiu, visando não levar tempo dos dois espanhóis. Porém, as fortes curvas da estreita estrada não favoreciam à alta velocidade com que Voeckler (e alguns outros corredores) tentou descer. Em uma das curvas, o camisa amarela passou reto, entrando na garagem de uma residência, como outros também o fizeram. Nesse erro, Contador e Sanchez se distanciaram e o restante dos favoritos passou o francês.

No fim, cruzaram a linha juntos Contador, Sanchez, Fränk e Andy Schleck (Leopard-Trek), Cadel Evans (BMC) e Damiano Cunego (Lampre). Voeckler cruzou a linha 27 segundos mais tarde, ao lado de Ivan Basso (Liquigas).

Com esse resultado, Voeckler lidera, com apenas 1:18 minutos de vantagem para Evans, 1:22 minuto para Fränk Schleck, 2:36 minutos para Andy Schleck, 2:59 minutos para Sanchez e 3:15 minutos para Contador. A disputa está completamente aberta entre os seis primeiros colocados.

Nos próximos dois dias, novas etapas de alta montanha, porém com chegada em subidas e não mais em descidas. Apesar da sexta colocação, se espera que Contador efetue ataques para diminuir seu atraso no contra-relógio. Teoricamente, Evans e os irmãos Schleck terão apenas que marcar o espanhol, para manter a vantagem que têm. Será uma disputa boa.

Nenhuma alteração nas outras camisas. A de bolinhas segue com Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto), apesar de Sylvain Chavanel ter somado 18 pontos no dia. A verde segue com Mark Cavendish (HTC-Highroad), a branca com Rigoberto Uran (Sky) e a Garmin-Cervélo ainda é a líder entre as equipes.

Classificação

1 - Edvald Boasson Hagen (Sky Procycling) 4:18:00
2 - Bauke Mollema (Rabobank Cycling Team) +0:00:40
3 - Sandy Casar (FDJ +0:00:50
4 - Julien El Fares (Cofidis)
5 - Sylvain Chavanel (Quickstep Cycling Team)
6 - Dmitriy Fofonov (Pro Team Astana +0:01:10
7 - Maciej Paterski (Liquigas-Cannondale)
8 - Dmitriy Muravyev (Team RadioShack)
9 - Jonathan Hivert (Saur-Sojasun +0:01:15
10 - Borut Bozic (Vacansoleil-DCM) +0:02:20

Camisas para amanhã

Amarela: Thomas Voeckler (Europcar)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto)
Branca: Rigoberto Uran (Sky)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Hushovd vence mais uma e Contador desconta mais de um minuto para Andy Schleck

Hushovd vence a segunda no Tour (Pascal Pavani/AFP/Getty)

Novamente fazendo parte da fuga que venceu a chuvosa etapa, o norueugês Thor Hushovd (Garmin-Cervélo) conseguiu sua segunda vitória de etapa neste Tour de France. No sprint final, ele teve a ajuda do gregário Ryder Hesjedal para vencer o compatriota Edvald Boasson Hagen (Sky). Nenhuma camisa mudou de dono, mas a classificação geral está mudada.

A vitória de Hushovd não lhe ajuda muito na classificação geral, mas o coloca na briga pela camisa verde. Ele somou 43 pontos no dia, sendo 30 da chegada e 13 da meta volante e é o quarto na classificação por pontos, com 235. Mark Cavendish (HTC-Highroad) ainda veste a camisa, liderando com 319 pontos.
Contador [esq.] e Evans [dir.] atacam no Col de Manse (AFP)

Mas o grande acontecimento do dia partiu do pelotão. Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard), que defende o título, efetuou uma taque no meio da meta de montanha do dia, acompanhado de Cadel Evans (BMC). Com tal ataque, ele conseguiu descontar 18 segundos do líder geral, Thomas Voeckler (Europcar), e de Fränk Shcleck (Leopard-Trek), e 1:06 de Andy Schleck (Leopard-Trek), seu principal adversário nos últimos anos.

Evans, que acabou cruzando a linha de chegada três segundos à frente de Contador, é o novo vice-líder geral, 1:45 minuto atrás de Voeckler. Fränk e Andy Schleck vêm na seqüência, com 1:49 minuto e 3:03 minutos de atraso, respectivamente. Samuel Sanchez (Euskatel) é o quinto, 3:26 minutos atrás e Contador tem 3:42 minutos de atraso, em sexto lugar.

Contador efetuou o ataque quando restavam cerca de 15 quilômetros para a chegada, na subida do Col de Manse, e a fuga tinha mais de cinco minutos de frente. Ao contrário do que havia acontecido na etapa de sábado, quando todos os favoritos neutralizavam ataques, apenas Evans e Sanchez conseguiram acompanhar Contador hoje. Os irmãos Schleck, Voeckler e Basso permaneceram no grupo.

O topo do Col de Manse se encontrava a 11,5 quilômetros do fim, com uma longa descida até a chegada. Já sem chuva, o grupo de Evans, Contador e Sanchez conseguiu fazer uma boa descida e se distanciar, em média, 30 segundos do camisa amarela.

As próximas três etapas serão de alta montanha e a expectativa é de mais ataques daqueles que ainda estão na disputa pela maillot jaune. No sábado, a grande decisão, no contra-relógio individual. Contador já afirmou que deposita suas fichas na etapa de sábado, mas ainda pode tentar novos ataques até sexta, para diminuir a diferença.

Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto) e Rigoberto Uran (Sky) permanecem com as camisas de montanhista e branca, respectivamente. A Garmin-Cervélo volta a ser a líder entre as equipes, com a vitória de Hushovd.

Classificação

1 - Thor Hushovd (Team Garmin-Cervélo) 3:31:38
2 - Edvald Boasson Hagen (Sky Procycling)
3 - Ryder Hesjedal (Team Garmin-Cervélo) +0:00:02
4 - Tony Martin (HTC-Highroad) +0:00:38
5 - Mikhail Ignatyev (Katusha Team) +0:00:52
6 - Alan Perez Lezaun (Euskaltel-Euskadi) +0:01:25
7 - Jérémy Roy (FDJ)
8 - Marco Marcato (Vacansoleil-DCM) +0:01:55
9 - Dries Devenyns (Quickstep Cycling Team)
10 - Andriy Grivko (Pro Team Astana)

Camisas para amanhã

Amarela: Thomas Voeckler (Europcar)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto)
Branca: Rigoberto Uran (Sky)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

sábado, 16 de julho de 2011

Aspas para Voeckler e os irmãos Schleck

Confira o que disseram três fortes candidatos à vitória no Tour, após a etapa de hoje.


(AFP)
Andy Schleck
"(Thomas) Voeckler está se mostrando muito forte, mais forte até do que se poderia imaginar. Ele é um batalhador e a camisa amarela lhe dá confiança e convicção. Neste momento, o melhor corredor é (Cadel) Evans, pois sempre faz um contra-relógio favorável às suas características".



(© Roberto Bettini)
Fränk Schleck
"Nós (ele e o irmão) tentamos vários ataques, mas o único que parecia interessado além de nós era Ivan Basso. Todos os outros apenas se entre-olhavam. Ivan, meu irmão e eu tentamos realmente correr. Nos dois quilômetros finais eu sofri, mas fiquei feliz com minha corrida. (Contador) não aparenta ter tanta vantagem, como em anos anteriores, então ele pode ser batido".






(© Sirotti)
Thomas Voeckler
"É difícil fazer comparações entre eu e os favoritos. Hoje eu devia apenas segui-los e sofri terrivelmente, mas talvez todos também sofreram. Não estou interessado em mostrar que sou o ciclista mais forte, mas sim em manter a camisa amarela. Fui capaz de fazê-lo e estou feliz por isso. Mas conseguir permanecer junto aos melhores escaladores foi uma surpresa também para mim. Em relação a 2004, quando (Lance) Armstrong foi o campeão e eu tive a camisa amarela, a situação foi muito diferente, pelo tempo e pelo vento. Com certeza eu estou melhor, esta (de hoje) foi a melhor subida de minha vida. No ciclismo, as coisas estão indo muito melhor, desde que me tornei profissional, em 2001. Em 2009, havia dito que tinha sido minha melhor temporada. Falei o mesmo em 2010 e talvez também direi isso no final desta temporada".

Favoritos apenas 'se estudam' e Vanendert vence etapa

Belga leva a etapa e a camisa de montanhista (AFP)

Mesmo com seis metas de montanha, incluindo uma subida fora de categoria na chegada, a 14ª etapa do Tour de France parece ter frustrado expectativas. Jean-François Pescheux, analista do site oficial da competição, havia escrito que esta etapa seria o divisor de águas, inclusive com a possibilidade do surgimento de um campeão em potencial. Não aconteceu.

O vencedor da etapa foi o belga Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto), que subia o Plateau de Beille junto ao pelotão dos favoritos e atacou nos quilômetros finais para levar a etapa. Samuel Sanchez (Euskatel) fez o mesmo, chegando em segundo e colocando cerca de 26 segundos de vantagem para os "peixes grandes".

Como escreveu Pescheux na prévia da etapa, "todo corredor que havia vencido no Plateau de Beille em anos anteriores terminou por vencer o Tour no mesmo ano". Mas o que se viu hoje foi uma série de pequenos ataques, imediatamente neutralizados, no grupo formado por Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard), Andy e Fränk Schleck (Leopard-Trek), Ivan Basso (Liquigas), Cadel Evans (BMC), Damiano Cunego (Lampre-ISD) e o camisa amarela Thomas Voeckler (Europcar).
Voeckler celebra a manutenção da camisa de líder (AFP)

Talvez a maior frustração deste grupo foi Contador. Em maio, no Giro d'Italia, ele realizava ataques impiedosos nas subidas italianas, que são tidas como mais duras do que as francesas. Neste Tour, porém, ele apenas marca seus adversários, não toma a iniciativa de um ataque sequer. Ele havia afirmado anteriormente que pretende tirar muito de seu atraso no contra-relógio individual, na penúltima etapa. Talvez seja esse o planejamento ao não atacar, pelo menos por enquanto, nas etapas de alta montanha.

Andy Schleck, vice-campeão das duas últimas edições, foi o que mais mostrou interesse nesse grupo. Ele foi o que mais esteve à frente, seguido de perto pelo espanhol e pelo camisa amarela. Basso também esteve à frente em vários momentos. Schleck, inclusive, fez outro pequeno ataque nos metros finais, cruzando a linha de chegada dois segundos antes do grupo.

Voeckler vem fazendo o básico e vem se mantendo em amarelo. A falta de grandes ataques é um fator favorável ao francês, que pode manter a camisa, pelo menos, até a próxima quarta-feira, quando acontece a próxima etapa de alta montanha.

Pode-se dizer que o maior vencedor do grupo foi o colombiano Rigoberto Uran (Sky), que cruzou a linha de chegada em quinto. Na classificação geral, ele não tem muitas chances, tendo quase oito minutos de atraso para Voeckler. Mas a colocação no dia lhe concede a camisa branca, de líder entre os jovens. Ele tem 1:07 minuto de frente para o vice-líder, Rein Taaramae (Cofidis).

A vitória de Vanendert no Plateau de Beille lhe rendeu 40 pontos na disputa pela camisa de montanhista. Desta forma, ele lidera a briga, com um total de 74 pontos e larga amanhã, etapa plana, com a camisa de bolinhas. Sanchez, que chegou logo após Vanendert, é o vice-líder, com 72 pontos.

A Leopard-Trek volta a ficar em primeiro na classificação das equipes e larga com o número amarelo amanhã. A camisa verde não viu alterações na classificação geral.

Classificação

1 - Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto) 5:13:25
2 - Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) +0:00:21
3 - Andy Schleck (Leopard Trek) +0:00:46
4 - Cadel Evans (BMC Racing Team) +0:00:48
5 - Rigoberto Uran (Sky Procycling)
6 - Alberto Contador (Saxo Bank Sungard)
7 - Thomas Voeckler (Team Europcar)
8 - Fränk Schleck (Leopard-Trek)
9 - Jean-Christophe Peraud (AG2R La Mondiale)
10 - Pierre Rolland (Team Europcar)

Camisas para amanhã

Amarela: Thomas Voeckler (Europcar)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto)
Branca: Rigoberto Uran (Sky)
Número amarelo (equipe): Leopard-Trek

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sanchez vence etapa, irmãos Schleck aparecem e Contador sobe

Espanhol comemora vitória da dura etapa (AFP)

A primeira etapa de alta montanha do Tour de France foi movimentada. O espanhol Samuel Sanchez (Euskatel) foi o vencedor e os corredores considerados favoritos à vitória da prova já aparecem entre os dez primeiros.

Além de longa (211 quilômetros), a etapa ainda contou com uma subida de categoria um e duas fora de categoria. Com isso, foram mais de seis horas para a conclusão do percurso.

Muitas posições entre os dez primeiros foram alteradas. Thomas Voeckler (Europcar) manteve a camisa amarela, mas com Fränk Schleck (Leopard-Trek) em sua cola, com 1:49 minuto atrás, e não mais Luis-Leon Sanchez (Rabobank), que teve mais de 17 minutos de atraso. Dois grandes candidatos também entraram no grupo dos dez primeiros: Ivan Basso (Liquigas) e Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard).
Basso finalmente deu as caras e é o quinto colocado geral (© Sirotti)

O espanhol, porém, parece ter tido dificuldades na última subida. Enquanto marcava Andy Schleck (Leopard-Trek) de perto, tentou um pequeno ataque, mas não durou. Para piorar, quando o outro Schleck, Fränk, atacou, ele nada fez e levou 33 segundos do luxemburguês. Ele também terminou 13 segundos atrás de Basso, Cadel Evans (BMC) e Andy Schleck.

Fränk Schleck pode ser considerado, agora, o principal favorito. Com o ataque na marca de três quilômetros para a chegada, ele chegou 40 segundos à frente de Voeckler. Está 1:49 minuto atrás do francês, mas tem vantagem em relação aos concorrentes e pode ter a Leopard-Trek trabalhando por ele daqui para frente.

Contador tem quatro minutos de atraso para o líder geral, sendo o sétimo colocado. Além das várias subidas restantes, sua especialidade, ele ainda tem uma força no contra-relógio individual, na vigésima etapa. Na classificação geral, ele é o sétimo, sendo que largou hoje como o 16º.
Fränk Schleck atacou nos últimos quilômetros e é o vice líder (© Sirotti)

Com a vitória da etapa, Sanchez obteve 40 pontos na última meta de montanha da etapa e é o novo dono da camisa de montanhista, que era de Johnny Hoogerland (Vacansoleil) na largada.

A camisa branca também tem novo dono. Robert Gesink (Rabobank) levou quase 17 minutos de atraso no dia e o francês Arnold Jannesson (FDJ) é o novo líder entre os jovens. Rein Taaramae (Cofidis) é o vice-líder, com 1:37 minuto de atraso.

O bom desempenho dos irmãos Schleck ajudou, também, a caçula Leopard-Trek, que é a nova líder na classificação geral entre as equipes. A camisa verde permanece com Mark Cavendish, que somou nove pontos na meta volante do dia e soma 260 pontos no total.

Amanhã uma etapa curta, de 152,5 quilômetros, mas com três metas de montanha. As duas primeiras de categorias três e quatro, respectivamente, e a última fora de categoria, com 16,4 quilômetros de cumprimento e 7,1% de inclinação média.

Classificação

1 - Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi) 6:01:15)
2 - Jelle Vanendert (Omega Pharma-Lotto) +0:00:07
3 - Fränk Schleck (Leopard-Trek) +0:00:10)
4 - Ivan Basso (Liquigas-Cannondale) +0:00:30)
5 - Cadel Evans (BMC Racing Team)
6 - Andy Schleck (Leopard-Trek)
7 - Damiano Cunego (Lampre-ISD) +0:00:35
8 - Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) +0:00:43
9 - Thomas Voeckler (Team Europcar) +0:00:50
10 - Pierre Rolland (Team Europcar)

Camisas para amanhã

Amarela: Thomas Voeckler (Europcar)
Verde: Mark Cavendish (HTC-Highroad)
Bolinhas: Samuel Sanchez (Euskaltel-Euskadi)
Branca: Arnold Jannesson (FDJ)
Número amarelo (equipe): Leopard-Trek

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cavendish confirma favoritismo e vence a primeira no Tour deste ano

Cavendish surpreende Gilbert e vence a etapa (AFP)

Confirmando a fama de ser o ciclista mais rápido do mundo, Mark Cavendish (HTC-Highroad), vindo de trás, conseguiu vencer o sprint final, tirando a vitória que parecia nas mãos de Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto). Com o terceiro lugar, o espanhol Jose Joaquin Rojas (Movistar) conseguiria manter a camisa verde, mas foi punido e a perdeu para Gilbert.

Assim como na edição do ano passado, quando venceu cinco etapas no total, Cavendish obtém sua primeira vitória no quinto estágio da competição. Com os 48 pontos (três da primeira meta volante) que conseguiu com a vitória, Cavendish volta com tudo para a luta pela camisa verde. Rojas havia terminado com 119 pontos e liderava, seguido por Gilbert, Evans e Cavendish, com 118, 90 e 82 pontos, respectivamente. Porém, foi punido por uma fechada em Tom Boonen (Quick Step) e perdeu os sete pontos que venceu na meta volante, deixando a camisa nas mãos de Gilbert.

A briga pela camisa amarela não viu alterações, uma vez que Thor Hushovd (Garmina-Cervélo) e Cadel Evans (BMC) cruzaram a linha de chegada com o mesmo tempo. A briga pessoal entre Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard) e Andy Shleck (Leopard-Trek) também terminou inalterada.

A etapa contou com várias quedas (inclusive de Contador) e alguns abandonos. Christophe Kern (Europcar), campeão francês de contra-relógio, foi o principal nome que deixou a prova. Boonen sofreu uma séria queda e acabou cruzando a linha de chegada com mais de 13 minutos de atraso. Ele chegou a passar bem na meta volante da etapa, cruzando em sexto lugar e ganhando dez pontos.

A etapa contou com duas fugas. A primeira, com quatro atletas, foi neutralizada com mais de 40 quilômetros para a chegada. Em seguida, outro ataque ocorreu, com Jéremy Roy (FDJ) e Thomas Voeckler (Europcar). Esta fuga suportou por mais tempo, sendo neutralizada a menos de dez quilômetros da chegada.

No sprint final, não se viu um trabalho coletivo efetivo, como se viu na terceira etapa com a Garmin. A HTC se desfez, fazendo com que Cavendish sequer fosse enquadrado pelas câmeras do helicóptero em certo momento. Gilbert foi o primeiro a atacar e parecia ter a etapa garantida, mas Cavendish, partindo de trás, teve mais força e conseguiu cruzar a linha antes do belga.

Classificação

1 - Mark Cavendish (HTC-Highroad) 3:38:32
2 - Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto)
3 - Jose Joaquin Rojas Gil (Movistar Team)
4 - Tony Gallopin (Cofidis)
5 - Geraint Thomas (Sky Procycling)
6 - André Greipel (Omega Pharma-Lotto)
7 - Sébastien Hinault (AG2R La Mondiale)
8 - William Bonnet (FDJ)
9 - Daniel Oss (Liquigas-Cannondale)
10 - Thor Hushovd (Team Garmin-Cervélo)

Camisas para amanhã

Amarela: Thor Hushovd (Garmin-Cervélo)
Verde: Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto)
Bolinhas: Cadel Evans (BMC)
Branca: Geraint Thomas (Garmin-Cervélo)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

terça-feira, 5 de julho de 2011

Aspas para Evans, Hushovd e Contador

Confira o que de mais importante falaram após a etapa de hoje Cadel Evans (BMC), Thor Hushovd (Garmin-Cervélo) e Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard), o ataual campeão, três dos principais candidatos ao Tour deste ano.

Evans

"O primeiro objetivo era passar ileso pela etapa, sem problemas. Vencer a etapa era o segundo objetivo. E o terceiro era conseguir a camisa amarela. É a segunda etapa de Tour que eu venço, mas é a primeira vez que subo ao pódio para comemorá-la. A outra vez, há quatro anos, foi um CRI em Albi, vencido por Vinokourov, desclassificado em seguida (por doping de Vinokourov). Com Contador e Rasmussen nas etapas de montanha e com Cancellara nos contra-relógios, nunca foi fácil, para mim, vencer uma etapa. Estou realmente contente e surpreso, pois não esperava vencer. E pensar que a 15 quilômetros da chegada eu precisei trocar de bicicleta. Naquele momento, me bastaria apenas chegar ao final junto do pelotão. Esta vitória dá nova confiança a mim e à equipe e é muito positiva para a classificação. Ainda faltam três mil quilômetros até Paris."

Hushovd
"A chegada de hoje não era para os velocistas, por isso estou feliz com o meu sexto lugar. O nosso objetivo era manter a camisa amarela, mas, no final, sobretudo depois do ponto mais duro da subida, pensei que poderia vencer. Esta sensação durou só um segundo, pois logo depois percebi que não tinha nenhuma força em minhas pernas. Agora penso que posso manter a camisa amarela até sábado, na etapa do Super-Besse, mesmo que isso exija um trabalho mais duro do time. Nos últimos anos, aprendi que é sempre mais difícil vencer etapas planas quando temos concorrentes como (Mark) Cavendish. Por isso, tenho aprendido a melhorar minhas subidas. E uma ajuda nesse sentido vem de Philippe Gilbert, com quem treino."

Contador
"É uma colocação importante para mim, para a equipe e para nossa moral. A etapa era difícil e perigosa e eu sabia que Evans está correndo forte. Foi um dia bom. Eu estava bem no Giro, mas aqui no Tour, não sei. Se eu vencer, bem. Se não vencer, devemos dizer que há gente mais forte qe eu no momento. Os oito segundos que tirei de Andy Schleck hoje me agradaram, apesar de todo o tempo que perdi no contra-relógio de equipes".

Evans leva a etapa, Hushovd mantém a amarela e Contador ressurge

Contador (esq.) chega a celebrar a vitória, mas Evans levou por centímetros (AFP)

Em uma etapa que precisou do photo finish para a definição, Cadel Evans (BMC) foi o vencedor, com uma diferença de centímetros para Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard). A vitória do australiano, porém, não foi o suficiente para dar-lhe a camisa amarela, pois seu atual detentor, Thor Hushovd (Garmin-Cervélo), cruzou a linha com o mesmo tempo.

Contador deu sinais de vida. Com um ataque na subida da reta final da etapa, o atual campeão mostrou que o atraso que levou em função da queda na primeira etapa não deverá ter sido o bastante para tirar-lhe da disputa pelo tetracampeonato.

Mais importante do que cruzar a linha a milésimos de segundos do vencedor, Contador viu seu principal concorrente, Andy Schleck (Leopard-Trek), chegar oito segundos depois. O espanhol ainda está longe, com 1:42 minuto atrás de Hushovd, mas aguarda a chegada das etapas de montanha para subir na classificação.

Outro corredor heróico na etapa de hoje foi Hushovd. Antes da etapa de ontem, ele declarou que acreditava que perderia a camisa amarela no dia de hoje, devido à subida nos dois quilômetros finais. Porém, lá estava ele no sprint final, não deixando Evans tirar sua vantagem de um segundo.

Phillipe Gilbert (Omega Pharma-Lotto) era o favorito para a vitória da etapa, mas não conseguiu manter o ataque que iniciou na reta final. Ele deu adeus, inclusive, à camisa de bolinhas, que passou para Evans, vencedor da meta de montanha do quilômetro final.

O photo finish que definiu a etapa (Reprodução)

Uma fuga de cinco atletas se formou durante a prova. A diferença do pelotão para ela foi, em média, de dois minutos. Mas por contar com uma estrada estreita, o pelotão demorou mais do que o esperado para adquirir uma velocidade maior, visando neutralizar a fuga. Isso aconteceu apenas perto da marca de cinco quilômetros para a chegada.

A partir daí, começou o trabalho coletivo de cada equipe, até a chegada do Mûr-de-Bretagne, subida de categoria três nos dois últimos quilômetros da etapa. Nesta ordem, tentaram ataques Gilbert, Contador e Evans. Cruzando a linha de chegada, Contador conseguiu se emparelhar com o australiano, chegando até a levantar o braço em comemoração pela vitória, mas o photo finish mostrou que a roda de Evans cruzou primeiro a linha.


Classificação

1 - Cadel Evans (BMC Racing Team) 4:11:39
2 - Alberto Contador Velasco (Saxo Bank Sungard)
3 - Alexandre Vinokourov (Pro Team Astana)
4 - Rigoberto Uran Uran (Sky Procycling)
5 - Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto)
6 - Thor Hushovd (Team Garmin-Cervélo)
7 - Fränk Schleck (Leopard Trek)
8 - Samuel Sanchez Gonzalez (Euskaltel-Euskadi)
9 - Jurgen Van Den Broeck (Omega Pharma-Lotto)
10 - Andreas Klöden (Team RadioShack)

Camisas para amanhã

Amarela: Thor Hushovd (Garmin-Cervélo)
Verde: Jose Joaquin Rojas (Movistar)
Bolinhas: Cadel Evans (BMC)
Branca: Geraint Thomas (Garmin-Cervélo)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

segunda-feira, 4 de julho de 2011

"Evans deve pegar a camisa amarela na quarta etapa", diz Hushovd

Evans, com a camisa verde, no CRE de domingo (Getty Images)

Atual dono da camisa amarela do Tour de France, o norueguês Thor Hushovd (Garmin-Cervélo) afirma que Cadel Evans (BMC) deve tirar-lhe a mesma nesta terça-feira (5), após a subida do Mûr-de-Bretagne, na quarta etapa da prova.

Na classificação geral, Hushovd é o líder e Evans é o terceiro, com apenas um segundo de atraso. Na quarta etapa, entre Lorient e o Mûr-de-Bretagne, a chegada é em uma subida de categoria três.

Tendo como característica mais marcante as sprints, Hushovd vê o australiano com as melhores chances de assumir a camisa após a etapa. "Acho que é muito provável que Evans assuma a liderança geral no Mûr-de-Bretagne", afirmou antes da etapa de hoje.

Simon Gerrans, australiano da Sky, pensa de outra forma. Para ele, Hushovd ainda é capaz de manter a camisa por mais um dia. "Eu não imagino ele perdendo a camisa. A subida é dura, mas estamos falando de algo de dois minutos", disse.

O favorito para a vitória da etapa é Philippe Gilbert, da Omega Pharma-Lotto, sensação da temporada. O belga venceu a primeira etapa da prova, no sábado, e já havia vencido as sete últimas competições em que entrou antes do início do Tour.

Evans foi campeão mundial no ano de 2009 e, em 2011, já venceu as provas Tirreno-Adriatico e o Tour da Romandia.



A quarta etapa (www.letour.fr)

domingo, 3 de julho de 2011

Garmin vence o CRE e Hushovd fica com a camisa amarela

O norueguês, campeão mundial e, agora, camisa amarela (AFP)

Com o melhor tempo no contra relógio por equipes, a Garmin-Cervélo foi a vencedora da segunda etapa do Tour de France, em Les Essarts. Desta forma, Thor Hushovd, que havia cruzado a linha em terceiro lugar na etapa de ontem, passa a vestir a camisa amarela, contando ainda com o mau desempenho de Philippe Gilbert e sua equipe, a Omega Pharma-Lotto.

A Garmin levou 24:48 minutos para concluir o trajeto de 23 quilômetros. Quatro segundos depois veio a BMC, de Cadel Evans. O Australiano foi o segundo colocado na etapa de ontem, conquistando a camisa verde, que será mantida amanhã.

Garmin vem para a vitória (AFP)

Sky e Leopard-Trek vieram em seguida, ambas com o tempo de 24:52. O tempo foi uma "vitória" para a Leopard e Andy Schleck, 24 segundos mais rápidos que a Saxo Bank-Sungard, de Alberto Contador, que foi a oitava, com 25:16 minutos. Neste momento, o luxemburguês tem 1:38 minuto de vantagem em relação ao atual campeão.

Contador segue mal. Após ser envolvido na grande queda que o pelotão sofreu no final da etapa de ontem, o espanhol e sua equipe não fizeram um bom contra relógio, com 12 segundos de atraso em relação à Garmin. Na edição do ano passado, Contador venceu o Tour com 39 segundos sobre Schleck e foi vestir a camisa amarela apenas na 15ª etapa.

Resultados

1 - Garmin-Cervélo 0:24:48
2 - BMC Racing Team +0:00:04
3 - Sky
4 - Leopard-Trek
5 - HTC-Highroad +0:00:05
6 - Radioshack +0:00:10
7 - Rabobank +0:00:12
8 - Saxo Bank-Sungard +0:00:28
9 - Astana +0:00:32
10 - Omega Pharma-Lotto +0:00:39

Camisas para amanhã

Amarela: Thor Hushovd (Garmin-Cervélo)
Verde: Cadel Evans (BMC)
Bolinhas: Philippe Gilbert (Omega Pharma-Lotto)
Branca: Geraint Thomas (Garmin-Cervélo)
Número amarelo (equipe): Garmin-Cervélo

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Vídeo - Ivan Basso no velódromo

O italiano Ivan Basso, da Liquigas-Cannondale, atual campeão do Giro d'Italia, em treino de velocidade em Montichiari, no norte da Itália. O treinamento serve também de teste para os novos capacetes da equipe, da marca Rudy Project. Basso é apontado por muitos, inclusive Schleck e Evans, como um dos favoritos ao Tour de France deste ano.

Para Evans, Schleck e Basso são seus principais concorrentes no TDF

Para o australiano Cadel Evans (foto), da BMC, dois são seus principais concorrentes na disputa pelo Tour de France deste ano: Andy Schleck e Ivan Basso. Ele também mostrou satisfação após um ano na equipe suíça.

"Certamente Andy, no papel, é o cara que todos estarão olhando. E com o Ivan de volta ao Tour e sem correr o Giro, a Liquigas tem um time muito bom para as provas de três semanas, como mostraram no Giro do ano passado", afirmou Evans, durante o training camp de sua equipe, em Denia, na Espanha.

Como Evans, Basso treina no centro esportivo Mapei Sport, em Castellanza, no norte da Itália. Mas não haverá "jogo de compadre" em julho, apesar de ambos terem tido relações próximas com o falecido Aldo Sassi, diretor do centro esportivo Mapei. "Estamos buscando os mesmos objetivos e estamos usando basicamente as mesmas ferramentas, então, no final das contas, somos parecidos em alguns aspectos", explica Evans. "Mas se você quer vencer um Tour de France, você tem que vencer um cara como Ivan Basso. Mas com tudo que aconteceu nos últimos 12 meses, no Giro, com Ivan e também com Aldo (Sassi), eu olho para Ivan com olhos diferentes em relação a meus outros adversários", conta o australiano.

Sassi faleceu em dezembro, vítima de câncer. Evans é hoje acompanhado por Andrea Morelli. O atleta conta que, apesar de sua relação profissional com o centro continuar a mesma, a relação humana está abalada pela perda do amigo. "Normalmente estes treinamentos são encarados como um negócio, mas agora, sem Aldo, o ar e o sentimento aqui no Mapei está infelizmente mudado por completo", conta Evans.

O campeão mundial da UCI em 2009 também falou de sua satisfação em fazer parte da BMC, em comparação com os cinco anos que passou na Lotto. "Na Lotto, eu era comumente forçado a correr provas que eu não queria correr e a disputar o título em momentos em que o melhor seria apenas treinar. Mas essas coisas acontecem", pondera Evans. "A BMC e eu temos total confiança um no outro. Acho que quando se quer vencer o Tour, ter 100% de confiança em sua equipe torna maiores as chances de conseguir algo grande e acho que isso é o mais importante", afirma o australiano, que não correrá o Giro deste ano, para se concentrar no Tour.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cadel Evans está otimista com suas chances no TDF

O australiano Cadel Evans, campeão mundial da UCI em 2009, se mostrou otimista com o convite automático que sua equipe, a suíça BMC, recebeu para o Tour de France deste ano. Evans, que completará 34 anos no próximo dia 14, chegou a vestir a camisa amarela por um estágio no Tour de 2010.

Em entrevista, Evans explicou a diferença que o convite e o status de Equipe Profissional da UCI fizeram na preparação da equipe. "No ano passado, o nosso planejamento de disputar o Giro e o Tour foi, em parte, porque éramos uma Equipe Continental e não tinhamos a certeza de que entraríamos no Tour já de início", disse Evans.

O convite automático que recebeu a BMC significa que Evans poderá começar sua temporada quase oito semanas mais tarde do que o fez no ano passado, na volta Montepaschi Strade Bianche, no próximo dia 5 de março.

O ex-campeão mundial estima que ele começará julho com 20 dias a menos de corridas em suas pernas. "Um ano de minha vida eu teria que realmente me concentrar no Tour e, com o momento que estou vivendo, decidi que este era o ano para isso", conta Evans. "Nos últimos anos, eu sempre começava o Tour muito fatigado e muito cansado e isso obviamente não é bom para uma competição de três semanas. Espero chegar lá este ano mais renovado e com muito menos azar do que no ano passado", completou o australiano.

No segundo semestre, a Vuelta a España será o foco de Evans, competição na qual foi terceiro colocado em 2009.